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Desgaste político para o PMDB, que responde pelo ministério.

Mais um ministério é alvo de suspeitas de corrupção. Agora é o do Turismo. O que aconteceu infelizmente não é novidade. Mais uma vez, trata-se de um caso envolvendo o suposto desvio de dinheiro público, o dinheiro de emendas parlamentares: R$ 3 milhões. Dinheiro que deveria ter sido usado para capacitar profissionais de turismo e que teria sido desviado e destinado a empresas de fachada. Ao todo, 35 pessoas já foram presas pela Polícia Federal e todos os convênios do ministério foram suspensos.

Mais um ministério está sob suspeita. Ao todo, R$ 3 milhões de um convênio teriam sido desviados. A Polícia Federal prendeu 35 pessoas em SP, Macapá e Brasília, sendo 3 deles funcionários do ministério (secretário-executivo do Ministério do Turismo, o secretário nacional de Programas e Desenvolvimento do Turismo, o ex-presidente da Embratur).

O secretário-executivo, Frederico Silva da Costa, foi indicado pelo PMDB com o apoio do PT. O secretário de Desenvolvimento de Programas de Turismo, Colbert Martins da Silva Filho, é outra indicação do PMDB. O ex-secretário executivo e ex-presidente da Embratur, Mario Moysés, trabalhou com a senadora petista Marta Suplicy (PT-SP).

De acordo com a polícia, o Instituto IBRASI, contratado para treinar agentes de turismo em Macapá, não fez o treinamento. Fraudou a licitação criando empresas, algumas de fachada, e teria desviado 70% do valor total do convênio.

A oposição acha que é mais um motivo para criar uma CPI que investigue todas as denúncias de corrupção no governo. “Não adianta. Esse discurso de que está fazendo limpeza, no entanto opera para evitar que a CPI possa ser instalada”, criticou o deputado Antônio Carlos Maganhães Neto (DEM-BA).

Já são dois ministérios comandados pelo PMDB com denúncias de corrupção: Turismo e Agricultura. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) declarou “não tenho dúvida de que um assunto dessa natureza desgasta um partido, mas acho que se deve investigar o máximo possível até onde possa se investigar”.

Os funcionários do Ministério do Turismo presos pela Polícia Federal vão ficar afastados das funções durante a investigação, de acordo com nota do ministério. A direção da IBRASI declarou que não vai comentar as denúncias neste momento. A senadora Marta Suplicy também não quis comentar o assunto.

Fonte: Bom Dia Brasil


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