Uma equipe médica do Hospital Ferreira Machado (HFM), em Campos, levou um susto durante uma cirurgia, feita no último sábado (21), após uma válvula do cilindro de nitrogênio estourar. Segundo o presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), José Manoel Moreira, apesar do incidente, ninguém ficou ferido. Vale lembrar que os médicos plantonistas tanto do HFM, quanto do Hospital Geral de Guarus (HGG), têm feito frequentes reclamações em relação a estrutura de trabalho.

No domingo (22), a Folha da Manhã recebeu denúncia através do whatsapp (99208-7368) de que um anestesista, um enfermeiro e um paciente teriam se ferido após a explosão de um balão de oxigênio durante a cirurgia.

No entanto, o presidente da FMS relatou que o ocorrido, de fato, foi um dano causado na válvula do cilindro de nitrogênio, que é utilizado em neurocirurgias.

— O que aconteceu foi um estouro na válvula de nitrogênio que é utilizado no craniótomo, um equipamento usado para abrir a caixa craniana. Mas logo, a válvula foi reparada e a cirurgia prosseguiu normalmente. Nenhuma cirurgia foi prejudicada, nem ontem (sábado) nem hoje (domingo) —, explicou José Manoel, acrescentando que foi apenas um susto.

O médico comentou também que a manutenção do equipamento é feita periodicamente. “Uma empresa é responsável pela manutenção e ela é feita periodicamente seguindo um calendário”, ressaltou.

A reportagem da Folha tentou ainda na tarde de domingo (22) entrar em contato com o diretor do HFM, Ricardo Madeira, mas ele não atendeu os telefonemas feitos em vários horários.

Estado de greve — Em manifesto feito pelos médicos plantonistas do HFM e HGG, os profissionais citaram condições de trabalho ruins. “As instalações físicas estão inadequadas, mal conservadas, comprometendo o atendimento a população. Queremos ainda condição adequada de trabalho com repouso, alimentação e higiene garantidas para um profissional que passa 24 horas em um plantão. Exigimos provimento de materiais e insumos adequados para a prestação de um serviço digno à nossa população. Desde a inauguração dos pronto socorros a estrutura permanece a mesma, embora a população atendida tenha se multiplicado, causando com isso sobrecarga as unidades, propiciando um atendimento indigno aos usuários”, dizia parte de documento emitido pelo Sindicato do Médicos (Simec).

O presidente da FMS, José Manoel, informou que “tudo está sendo levantado e temos conversado com os médicos”.

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