Em reunião realizada na tarde desta segunda-feira (12/12), o Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro suspendeu provisoriamente o registro profissional de Adriana Anselmo. Mulher do ex-governador Sérgio Cabral, ela foi presa na última terça-feira (06/12) por determinação do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal. Com a determinação, a ex-primeira dama perde provisoriamente o vínculo profissional por 90 dias. O processo para apurar as denúncias contra a advogada foi aberto na semana passada.

Adriana e seu marido são réus da “Operação Calicute” do Ministério Público Federal (MPF) e foram acusados por corrupção passiva, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e organização criminosa. A advogada está presa preventivamente no Complexo Penitenciário de Bangu.

Na última quarta-feira (07/12) o desembargador federal Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) negou habeas corpus que pedia a revogação da prisão da ex-primeira dama do estado do Rio de Janeiro.

A defesa de Adriana Ancelmo alegou que ela não oferece riscos à ordem pública nem às investigações da “Operação Calicute”. Além disso, é mãe de dois filhos menores de idade que estão desamparados, já que o pai, Sérgio Cabral, também está preso em Bangu. O desembargador também negou a prisão domiciliar à ex-primeira dama.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *