Quando assumir em definitivo, o presidente interino, Michel Temer, vai trabalhar pela cláusula de barreira e o fim das coligações. Essas mudanças são prioritárias para acabar com a farra partidária. Temer afirma: “Há quatro temas que precisam ser enfrentados: instituir a cláusula de barreira, acabar com as coligações, criar a federação de partidos e (cresce o apoio) implantar o distrital misto”.

Para não ferir suscetibilidades, diz que “a tarefa é do Congresso” e que “não quer invadir sua competência”. Sua tarefa seria a de “incentivar”. Para reduzir as resistências, sobretudo dos pequenos partidos de esquerda, ele tem uma receita: “Podemos aproveitar aquela ideia do senador Ronaldo Caiado, quando foi relator da reforma na Câmara, e criar a federação de partidos”. Para garantir a aprovação dessas mudanças, os ministros políticos preveem que entrariam em vigor em em 2020. A PEC da cláusula de barreira, além do aval de três quintos da Câmara (308) e do Senado (49), precisa de maioria no STF. Aprovada no governo FHC, a mudança foi declarada inconstitucional.

 

Sobre a nota de 2,5 que recebeu do Diap na Constituinte, Temer afirma: “Tinha acabado de chegar ao Parlamento. A avaliação é de 1987. Depois disso, em várias pesquisas fui apontado como um dos mais prestigiados da Câmara”.

E não faça pra ver

O TCU fez exigência ao atual governo. A prefeitura do Rio promove a Olimpíada. Mas o Tribunal de Contas da União cobrou do governo federal um relatório do legado (destinação social dos equipamentos) do evento da prefeitura. Para não se complicar, o ministro Leonardo Picciani (Esporte) montou uma equipe para atender o TCU.

Operação tartaruga

O relator da terceirização no Senado, Paulo Paim, foi procurado por aliados de Temer. Pediram pressa na apresentação de seu parecer. Contrário ao texto votado na Câmara, Paim diz que está reunindo as propostas de entidades enviadas dos estados.

O que dá para chorar dá para rir

No encontro com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ontem, líderes reclamaram da primeira campanha eleitoral sem financiamento privado. “Está um caos”, disse um deles. O líder do PSOL, Ivan Valente, comemorou: “Estamos achando ótimo”. O partido já não aceitava financiamento empresarial. Todos riram.

Chegou a vez do Nordeste

O ministro Henrique Meirelles se reúne amanhã com os governadores do Nordeste. Vão tratar da renegociação das dívidas com o BNDES Estados. Rui Costa (BA) e Renan Filho (AL) representam os governadores nos entendimentos.

São Jovair

Hoje é dia de arraial na liderança do PTB na Câmara. Ele já ocorreu em anos anteriores, mas desta vez tem um motivo especial: o líder trabalhista, Jovair Arantes, é uma das alternativas para disputar a presidência da Câmara em 2017.

Diante da pressão, ministros de copa e cozinha do presidente interino, Michel Temer, estão repetindo a frase “Eu era feliz e não sabia”

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