Mudança de hábitos e uso consciente do PC são barreiras mais eficientes.

Enquanto muitos usuários se preocupam com o melhor antivírus, não parecem se preocupar com a eficiência do antivírus em si. E se mesmo o melhor antivírus não for capaz de proteger? A realidade, porém, é exatamente essa: mesmo o melhor antivírus vai falhar, e ele só precisa falhar uma vez para que seu computador seja infectado.

O antivírus hoje é útil apenas para o mais simples dos ataques – aquele que utiliza uma técnica já conhecida ou um código igual ou semelhante a outro que já foi usado. Para qualquer outro caso, o software não terá nenhuma chance. É por isso que, apesar do uso do antivírus ser inquestionável e comum, os vírus simplesmente não desaparecem e fraudes continuam se propagando.

Quem se expor aos riscos será infectado independentemente de possuir um antivírus. As pragas de hoje são renovadas todos os dias de maneira que os softwares de segurança não as reconheçam mais. E embora eles às vezes consigam detectar, basta que uma consiga passar pela proteção. Crer na eficácia completa do antivírus contribui apenas para uma sensação falsa de segurança.

Essa verdade inquestionável apenas favorece as empresas antivírus. Certamente, não há nada mais fácil do que vender um produto que todo mundo está convencido de que precisa, ainda mais quando estas mesmas empresas são autoridade na divulgação de novas ameaças, aumentando o medo do usuário em ficar desprotegido. Mas o programa não é absolutamente indispensável.

Desenho de 2008 da companhia de antivírus Ikarus ilustra a mudança na indústria (Foto: Divulgação/Ikarus)

Em 2006, revista Consumer Reports resolveu criar códigos maliciosos para testar antivírus. Os resultados foram péssimos, pois nem as técnicas mais avançadas dos softwares conseguiram detectar os vírus criados para o teste da revista.  Porém, as companhias antivírus criticaram o teste, afirmando que ele violou a ética estabelecida na área por “criar pragas digitais”. Em outras palavras, um antivírus só funciona quando se supõe que o ataque está dentro do esperado.

Embora a recomendação geral seja contra a instalação de dois antivírus, você pode testar arquivos suspeitos gratuitamente, via web e sem instalar nenhum programa, em 40 softwares no VirusTotal (http://www.virustotal.com). Ainda existem exames que você pode fazer pela internet, sem ter um software em execução o tempo inteiro no PC – também de graça.

Para se proteger dos vírus que apagam dados e de falhas físicas no disco rígido e no computador, é preciso ter um backup, ou seja, uma cópia de segurança (adicional) atualizada dos arquivos. Isso significa que o antivírus não deve ser considerado como protetor dos seus arquivos – essa é a tarefa do backup.

Quem utiliza um usuário limitado no Windows se ver livre de qualquer infecção, exceto as mais sofisticadas, apagando e recriando o usuário. E se a infecção for uma dessas sofisticadas, o antivírus também provavelmente foi deixado para trás.

Versões recentes do Office (2007 e 2010) são praticamente imunes a vírus em seus documentos: elas exibem um alerta e confirmam a execução, normalmente desnecessária para a leitura do conteúdo do arquivo. A Microsoft está também disponibilizando uma ferramenta que analisa a estrutura de documentos do Office para impedir a abertura de arquivos maliciosos – lembrando que o Office também deve ser sempre atualizado.

Se você sabe identificar links suspeitos e consegue controlar a curiosidade em redes sociais, o campo de atuação restante para um antivírus é pequeno.

FONTE DO ARTIGO: g1

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