Foto: Rogério Azevedo / Comunicação

 

Nesta quarta-feira (03), a Coordenação de Geografia e História da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esporte (Smece) iniciou, no Museu Histórico de Campos, a 12º edição do curso de formação continuada “Campos: Identidades, Memórias e Histórias”. Voltado para educadores, o encontro tem o objetivo de difundir a história através da cultura regional. A Profª Carla Magalhães, uma das coordenadoras do curso, explica que é fundamental ensinar a história de Campos aos professores, Ela destaca que a Smece está realizando um resgate histórico, algo, segundo ela, jamais feito antes no município de Campos.

A coordenadora enfatizou a importância da população estar mais presente em espaços de conhecimento, como o Museu Histórico da cidade.

– A coordenadora de Diversidade Cultural da Smece, Carmem Eugênia Sampaio é a idealizadora desse curso, que pretende resgatar a importância toda história cultural e geográfica de nossa cidade para que educadores os alunos saibam realmente onde vivem. É muito importante ver esse salão lotado, pois estamos trabalhando com história viva. Esta é a 12ª edição do curso e este ano estamos trabalhando as manifestações culturais locais, como, por exemplo, a Folia de Reis e o Jongo, através da oralidade. Nada mais propício que estarmos aqui, no Museu Histórico de Campos, pois muitos professores não conheciam esse espaço. Ao conhecerem, certamente trarão seus alunos para conhecer também.– explica, destacando que, este ano, o número de inscritos foi duas vezes maior do que o de vagas disponíveis e que uma nova turma será aberta em agosto.

Especialista em Educação no Campo, a assistente social Carolina de Cássia Abreu apresentou a primeira palestra da noite, cujo tema “Expressões culturais de um território negro-caboclo: fado, jongo e reis em Quilombo” promoveu uma reflexão sobre o resgate das raízes culturais de Campos. Ela explica que existem poucos registros históricos sobre a vida das pessoas no campo e que os registros existentes em museus e bibliotecas dão conta da aristocracia regional.

– Existe uma defasagem de registros por conta da pouca trajetória em pesquisas históricas município. Essa trajetória só surge em Campos com a chegada da UENF. A maioria dos registros são sobre a aristocracia, sobre os usineiros, das grandes festas da oligarquia agrária, sempre bem representada, mas e os camponeses e camponesas? Por isso é importante continuarmos essas pesquisas, existem pessoas com mais de 90 anos de idade que trazem consigo uma memória de toda uma vida, muitas histórias ouvidas na infância, passadas de geração em geração, aprendidas com seus antepassados, que estão sendo registradas para que as futuras gerações possam valorizar suas raízes – explica Carolina de Cássia Abreu.

Convidada pelas coordenadoras do curso, a pedagoga Neusimar da Hora propôs, em sua palestra aos educadores, um novo olhar sobre a importância da formação de identidade em sua palestra.

– É importante contribuir para que a cultura popular se mantenha viva, contribuir para que as pessoas possam encontrar sua noção de pertencimento, de entender a sua identidade, suas raízes e costumes. Somos herdeiros dessa cultura, é preciso que manter isso vivo – afirma a pedagoga.

O curso está sendo ministrado  em três etapas: palestras, oficinas e aula de campo. Na próxima sexta-feira (05), também no Museu Histórico de Campos, às 19h, haverá uma nova oficina com a pedagoga Neusimar da Hora, que abordará a aplicação em sala de aula dos temas tratados no curso.  No sábado (06), será o dia da aula de campo com um roteiro entre Campos e a localidade de Machadinha, em Quissamã.

Fonte: Comunicação-PMCG

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