Lojistas querem evitar tumultos em dias dos encontros marcados.
Associação vai pedir espaços dos CEUs para Haddad.

O presidente da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), Nabil Sahyon, disse na manhã desta quarta-feira (22) que além do governo federal, também irá solicitar ao governo de São Paulo e à Prefeitura espaços ociosos para criar áreas de lazer para o entretenimento de jovens que organizam os “rolezinhos” pelas redes sociais.  Além disso, a Alshop informou que a entrada de um grande número de pessoas ao mesmo tempo não será permitida.

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Segundo Sahyon, o governo estadual já se prontificou a fornecer espaços para que esses encontros sejam realizados com a infraestrutura necessária para a realização de shows e bailes funk. Ele também disse que irá pedir um encontro com o prefeito Fernando Haddad (PT) para solicitar novos espaços públicos, como os CEUs (Centros Educacionais Unificados), onde os adolescentes possam se reunir em grande número. Nesta semana, Haddad já mencionou que os “pancadões” podem ocorrer nos Clubes da Comunidade (CDCs) desde que não perturbem a vizinhança.

“Nós colocamos para o governador [Geraldo Alckmin] que a Alshop está à disposição para participar e desenvolver projetos de patrocínio com os lojistas”, disse sobre uma possível parceria entre o centro comercial e o poder público. “Se a gente oferecer esses equipamentos [com infraestrutura] para eles, não tem o porquê deles quererem entrar nos shoppings”, afirmou Sahyon.

Em uma reunião realizada nesta terça-feira (21) com o governador, o presidente da Alshop disse que ficou definido que o estado irá buscar espaços públicos para realização dos encontros dos adolescentes.

No dia 29 de janeiro, Nahyon irá a Brasília se reunir com os ministros Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, Marta Suplicy, da Cultura, além de representantes de mais duas pastas, para debater o tema. Ainda nesta quarta-feira, o presidente da associação dos lojistas irá se reunir com promotores do Ministério Público. Ele também deseja se encontrar com jovens organizadores dos encontros.

A Alshop também defende que os centros comerciais fechem as portas nas datas que tiverem rolezinhos combinados para evitar tumultos. No entanto, cada shopping definirá como agir.

“Quando o rolezinho está sendo anunciado cada shopping terá seu critério. Tem shopping que vai permitir a entrada e manhã terá que arcar com a consequência”, disse. “Se amanhã ocorrer uma fatalidade, uma pessoa ser pisoteada, não podemos arcar com isso.

Preconceito
Nabil Sayon fez questão de ressaltar que os shoppings não são preconceituosos ou racistas. “Os shoppings estão abertos para todos que quiserem frequentar os empreendimentos, não existe restrição, não existe segregação, em hipótese alguma”, disse.

“Todos eles podem entrar, em pequenos grupos de amigos, mas não com esse espírito de fazer em áreas comuns dança, festa, porque não é local para se fazer isso”, ressaltou.

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