Servidores decidem na terça paralisação

 

Os servidores municipais de Campos se reúnem na terça-feira (12) para deliberarem uma possível paralisação geral. A reunião acontece no sindicato da Cedae, às 17h30. Insatisfeitos com a falta de reajuste salarial e outras questões trabalhistas, o grupo, formado por maior parte de profissionais da Educação, já realizaram três manifestações na semana passada.

Na sexta-feira (8) passada, os servidores se reuniram na sede do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), para um balanço sobre os atos e a elaboração de uma pauta em comum.

A mobilização dos servidores campistas teve início após a Câmara de Campos aprovar a implantação do Plano de Cargos e Salários sob a condição de não haver o reajuste salarial. Na última segunda-feira (4), primeiro dia de protesto, os professores foram trabalhar vestidos de preto e à noite se reuniram na praça do Liceu. Os professores da rede municipal tiveram apoio de outras categorias e protestaram contra o corte dos seus direitos e cobraram o reajuste salarial. Já na terça-feira (5), os profissionais fizeram uma carreata, que teve início na avenida Arthur Bernardes e finalizou em frente à Câmara, onde encontraram portas fechadas. Após um tempo de manifestação, um grupo de 10 pessoas se reuniu com os vereadores.

Na quarta-feira (6) passada, os manifestantes acreditaram que teriam voz na Câmara, durante a “Tribuna Livre”. No entanto, mais uma vez as portas da Casa do Povo estavam fechadas. Manifestações dos servidores ocorreram nas escadarias, no entorno da Câmara e com posterior interdição da BR 101, mas não no plenário. O presidente da Câmara, Edson Batista (PTB) alegou que “pessoas infiltradas no movimento estariam dispostos a depredar o Legislativo”.

Fábio Ribeiro explica implantação do projeto

Sobre a questão da implantação do Plano de Cargos, que foi sancionado pela prefeita Rosinha Garotinho (PR) no último dia 9, o secretário de Administração e Gestão de Pessoas, Fábio Ribeiro, explicou que neste primeiro momento a Prefeitura está fazendo o enquadramento dos servidores por letras e cada letra corresponde ao tempo de trabalho, com reajuste salarial de 2,5% a cada dois anos de serviço prestado, de forma cumulativa. “Em cima do novo salário é que vão incidir todos os adicionais, como quinquênio e outros benefícios”, destacou.

Fábio Ribeiro disse que, já no contracheque de maio, os vencimentos estarão com os valores reajustados, lembrando que o reajuste dos salários dos servidores é retroativo à data da admissão e relativo ao tempo de serviço. “O novo Plano vai contemplar cada servidor imediatamente e, diferente do plano criado em 2002 e que nunca foi implantado, este também beneficiará aposentados e pensionistas. Discutimos todos os detalhes com o Siprosep, ouvimos diferentes categorias para atender às reivindicações e temos, ainda, 90 dias para possíveis ajustes, como o enquadramento do profissional por progressão horizontal ou vertical. Mantemos o diálogo para promover a valorização do funcionalismo”, finalizou.

M.S.

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