Greve começou nA segunda- feira (17) e tem prazo indeterminado.
Presidente da Fenorte irá discutir pedidos da categoria com governador.

Servidores da Fenorte em greve (Foto: Cléber Rodrigues/InterTv Planície)

Teve início na manhã de segunda-feira (17) uma greve geral dos servidores da Fundação Estadual Norte Fluminense (Fenorte), sediada em Campos dos Goytacazes, no Norte do Estado. De acordo com o presidente da associação dos servidores da Fenorte, Gustavo Guimarães, a greve tem prazo indeterminado.

Numa carta aberta divulgada em rede social, a associação informou que a Fenorte foi criada com o objetivo principal de ser a mantenedora da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), que na época não possuía autonomia administrativa, e de gestão financeira e patrimonial. Com a edição da Lei Complementar n° 99, de 23 de outubro de 2001, a UENF obteve sua autonomia universitária, passando a ser uma fundação pública de direito público.

Para viabilizar o funcionamento da universidade, no mesmo dia 23 de outubro de 2001, a Lei 3.684/2001 permitiu que os funcionários da Fenorte optassem pela transferência para a UENF e o artigo 5°, §2°, desta mesma lei, previu a possibilidade de futura transferência de outros servidores da Fundação para a UENF, sobretudo por se tratar do mesmo concurso com os mesmos cargos e atribuições.

Ainda de acordo com a carta, após a autonomia universitária obtida pela UENF, a Fenorte perdeu a principal missão institucional e, ao longo de mais de 12 anos, vem sendo subutilizada e os servidores encontram-se desestimulados e desvalorizados em virtude de estarem numa instituição que visivelmente perdeu sua razão de existir, com poucas e descontínuas ações de governo.

O presidente da Fenorte, Nelson Nahim, conversou com a equipe de reportagem e considerou que a greve é legítima. “Os servidores estão sem reajuste salarial há mais de 7 anos. Nós estamos tentando buscar junto ao governo do Estado uma solução. Na próxima quinta-feira (20), estarei em reunião com o governador e nós iremos conversar sobre os pleitos dos servidores. Mesmo diante desse momento de greve, cerca de 40 funcionários com cargo de confiança estão dando continuidade ao trabalho na Fenorte”, explicou Nahim.

Entre os pedidos dos servidores, estão a reposição salarial de 63,3% pelas perdas inflacionárias dos últimos oito anos, a redefinição do estatuto da Fenorte, concedendo uma missão e visão concretas, alcançando as necessidades da sociedade e o caráter continuativo de suas ações, a revitalização da Fundação e o reajuste do auxílio-creche e auxílio-alimentação dos servidores.

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