O que vale mais para você: a vida ou a propaganda?

Pessoas de todo o Brasil e de outros países se comoveram com a tragédia que aconteceu na Região Serrana do Rio de Janeiro, neste mês. Muitas pessoas uniram forças para ajudar os sobreviventes da calamidade, que contabiliza, até agora, cerca de 850 mortos.

Enquanto a serra do Rio tenta se reerguer, os jornais do país noticiam alguns esforços feitos pelo governo para esta região, ao tempo em que também noticiam um governo que gasta, em publicidade, (Pasmem, senhores!) quase a mesma quantia liberada para a prevenção e resposta a desastres.

Ainda que a publicidade de um governo seja considerada importante, obviamente mais importantes que a publicidade devem ser as propostas e ações deste governo. O que se evidencia é um governo sem noção de prioridades, que deveria ter o compromisso de priorizar a vida humana, e adaptar seus custos para a melhoria das condições de vida.

O valor previsto para campanhas publicitárias institucionais do governo, em 2011, é de R$ 622 milhões, contra R$ 650 milhões de Lula. O total equivale, em efeito de comparação, aos R$ 700 milhões que foram liberados pelo Ministério de Integração Nacional, para a prevenção de tragédias como a que aconteceu na Região Serrana do Rio.

Além da dificuldade do governo em priorizar as reais necessidades dos cidadãos brasileiros, o valor destinado à serra fluminense vai demorar para, efetivamente, gerar resultados diretos para uma população abalada em sua essência. A quantia para auxiliar as vítimas da tragédia pode demorar até um ano, ou mais, para chegar ao seu destino. Situação parecida com esta, no que se refere à demora no repasse da verba, é a da cidade de Angra dos Reis que, após um ano do desastre que marca sua história, ainda espera a ajuda prometida pelo Governo Federal, de R$ 30 milhões.

Vejo com muita tristeza a forma com a qual nossos representantes governamentais priorizam a necessidade de nossa população, que já vem castigada pela falta de emprego, transporte, segurança, educação, saúde, e muitas outras mazelas, e que ainda precisa conviver com notícias que ferem o interesse popular.

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