Localizada a cerca de 5 km de Campos, seguindo pela RJ 158, Santa Cruz é uma comunidade tranquila para se viver, segundo os próprios moradores. Eles que cresceram no entorno da antiga usina que leva o nome da comunidade, cobram mais investimentos. A localidade enfrenta problemas estruturais e ainda aguarda soluções para queixas antigas. Segundo os moradores, o local não oferece lazer para a comunidade, não possui brinquedos nem outros atrativos para as crianças. A área de saúde também foi motivo de reclamação. De acordo com informações dos moradores, o posto de saúde só tem médicos uma vez por semana e, no caso pediatra, o atendimento não seria suficiente já que existem muitas crianças na localidade. O transporte coletivo também apresenta problemas pa-ra os moradores. Para eles, o número de ônibus que atendem à comunidade não é o suficiente para a demanda.

Segundo a dona de casa Ana Beatriz Azevedo, 27 anos, também é comum faltar pediatra na Unidade Básica de Saúde (UBS). “O posto não tem pediatra. Quando preciso, levo meus filhos lá no Centro de Saúde, em Campos, de ônibus”, disse.

Para a também dona de casa Daniele Teles, 31 anos, o atendimento de pediatra apenas uma vez por semana no posto de saúde de Santa Cruz foi motivo de queixas. “Temos posto, mas médico só tem uma vez por semana. Acho que pediatra, pelo menos, deveria ter mais vezes, porque aqui tem muitas crianças”, disse.

Já a comerciante Hélia Mendes, 42 anos, disse que atendimento no posto de saúde, de forma geral, é bom. “Em questão de atendimento, o posto está bom sim. A ambulância que sempre dá defeito, mas agora está funcionando”, esclareceu. Sobre o atendimento médico uma vez por semana, a moradora também reclamou. “Médico uma vez por semana não é muito bom. Às vezes, quando a gente precisa, não tem. Como podemos resolver nossos problemas?”, questionou.

A assessoria da secretaria municipal de Saúde não retornou o e-mail encaminhado pelo jornal, até o fechamento da edição na última quinta-feira.

A segurança não foi alvo de reclamações, já que Santa Cruz conta com um Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO). Segundo os moradores, o local é um lugar tranquilo para se morar, sem muitos casos de violência.

Buracos, alagamentos e falta de lâmpadas

Quem chega à Santa Cruz encontra os buracos logo na entrada, na RJ 158. Segundo os moradores, o mesmo acontece em algumas ruas. Além dos buracos, os alagamentos também são comuns, de acordo com Ana Beatriz. “O calçamento é cheio de buracos e nas ruas de terra tem muita lama”, disse. Ela também contou que a rua Beira do Dique passa por alagamentos sempre que chove. As casas tiveram que subir as calçadas para não entrar água. Quando chove, vira um rio essa rua”, disse a professora.

A secretaria municipal de Obras não retornou o contato feito pela reportagem, até o encerramento da edição.

A falta de iluminação preocupa em alguns pontos como na avenida Central, de acordo com os moradores. Além disso, os terrenos baldios em toda a localidade acumulam entulhos. O mesmo acontece nas ruas próximas à praça, e também na avenida São Fidélis, por onde passa a linha férrea e um canal. “Os terrenos estão cheios de entulho e mato alto, que atraem ratos e cobras. Quando chove, eles entram nas casas”, contou Rosinéia.

A assessoria da prefeitura não retornou o contato.

Praça quebrada e sem ônibus aos domingos

A professora Rosinéia Menezes, 59 anos, contou que tem netos que ficam sem opção de lazer, já que a praça da localidade está deteriorada. “A praça está horrível, oferece até risco para as crianças”, disse. No local, os brinquedos estão quebrados, sem condições de uso. O mato está sem roçagem e há poças em alguns pontos. Além disso, manilhas foram deixadas no local e algumas crianças foram flagradas brincando no local perigoso.

A secretaria municipal de Obras não retornou o contato feito pelo jornal, na última quinta-feira, antes do fechamento da edição.

O transporte público também foi motivo de reclamação dos moradores e da auxiliar de serviços gerais Maria Vitória de Azevedo, 55 anos. “O transporte está péssimo, no domingo não tem ônibus. Nos outros dias atrasa muito”, disse. O novo ponto de parada do ônibus localizado na entrada na localidade, que tinha uma marquise, foi derrubado”, disse. Ela explicou que a marquise foi derrubada desde outubro do ano retrasado (2013) e até hoje ninguém consertou. O ponto antigo é pequeno e não tem proteção para chuva”, contou a moradora.

O Instituto Municipal de Trânsito e Transportes (IMTT), não retornou o contato feito pela reportagem sobre a reivindicação dos moradores.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *