Charbel capa

A Secretaria Municipal de Saúde desmente boato, espalhado pelas redes sociais, de que haveria um suposto “vírus de meningite” circulando no Teatro Municipal Trianon. Com essa informação, a Prefeitura de Campos esclarece que toda programação do Teatro está mantida e a Direção de Vigilância em Saúde está acompanhando o caso de uma funcionária do Trianon, há 15 dias, com quadro de evolução arrastada de vômitos, febre, dor de cabeça e rigidez na nuca, como foi anunciado em programas de rádio no final do mês passado.

O diretor de Vigilância em Saúde, médico infectologista Charbell Kury, a atendeu no dia 26 de junho e disse que, na análise do líquido cefaloraquidiano, houve uma suspeita de meningite por bactéria. Apesar dos exames iniciais terem dado negativos para meningite, as amostras de material colhido da paciente foram enviados para laboratório de referência no Rio de Janeiro. O resultado dos exames confirmatórios deve chegar num período entre 15 e 30 dias.

– O período entre o contato com a bactéria e o início de uma meningite é de 3 a 7 dias. Portanto, para uma pessoa que tenha chegado ao extremo de ter dormido com o paciente ou beijado na boca, esta iria ter a doença em um tempo máximo de 7 a 10 dias. Logo, se a doença começou em 19 de junho, já passou muito tempo para a contagiosidade. Por isso, peço as pessoas que não fiquem espalhando boatos maldosos pelas redes sociais, mas que possam buscar esclarecimentos à luz dos corretos protocolos do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde – disse Charbell.

O diretor explica que, para prevenção da meningite nas pessoas que tiveram contato com a funcionária, não está indicada a vacinação e sim a utilização de antibióticos de Bloqueio, como já foi feito, indicados apenas para quem tem contato íntimo com ela, ou seja, aqueles que dormem com a paciente ou a beijam na boca, e também para os médicos e enfermeiros que a atenderam, conforme critérios do Ministério da Saúde.

– A bactéria da meningite não “voa”, ela fica nas nossas narinas, por isso que, quando temos o tal contato íntimo, tomamos antibióticos para eliminarmos estas bactérias. Não há transmissão indireta, isto é, se alguém teve contato com um caso suspeito, este não passa para outro em sua casa, que não teve contato direto. A paciente está internada no CTI do Hospital Ferreira Machado e teve uma piora leve por causa de uma suspeita de AVE, pois ela é hipertensa e diabética, mas o quadro é estável e ela passa bem – concluiu Charbell.

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