festa do padroeiro Santo Antônio

 

Por Antunis Clayton, em 06-06-2011 – 16h34

Já está em andamento a Trezena que marca a festa de Santo Antônio, padroeiro de Guarus, que nesse ano tem como tema “Santo Antônio, exemplo de humildade”. A programação do dia de Santo Antônio, 13 de junho (segunda-feira), se inicia às 7h30, como uma missa celebrada pelo padre Paulo Henrique Barreto e participação do grupo Missão Malaquias.

A missa das 10h será celebrada pelo bispo Dom Roberto Guimarães, com participação do grupo Arautos do Evangelho. A missa das 18h30, celebrada pelo padre Paulo Henrique, terá participação do grupo Novo Ardor e vai preceder a procissão de Santo Antônio, que percorrerá as principais ruas do Jardim Carioca. Em seguida, no palco oficial, acontece um show com o cantor católico e deputado federal Eros Biondini.

História – Santo António de Pádua, como ficou internacionalmente conhecido, nasceu em Lisboa e morreu na cidade italiana de Padova (Pádua) em 13 de junho de 1231. Seu nome de batismo era Fernando de Bulhões, mudado quando ele ingressa na Ordem dos Frades Menores, fundada por São Francisco de Assis.

Primeiramente foi frade agostiniano, tendo ingressado como noviço (1210) no Convento de São Vicente de Fora, em Lisboa, tendo posteriormente ido para o Convento de Santa Cruz, em Coimbra, onde fez seus estudos de Direito. Tornou-se franciscano em 1220 e viajou muito, vivendo inicialmente em Portugal, depois na Itália e na França. No ano de 1221 passou a fazer parte do Capítulo Geral da Ordem de Assis, a convite do próprio Francisco, o fundador. Foi professor de Teologia e grande pregador, convidado por Francisco para pregar contra os Albigenses, na França. Se transferiu, depois, para Bolonha e, em seguida, para Padova, onde morreu.

Santo António é considerado por muitos católicos um grande taumaturgo, sendo-lhe atribuído um notável número de milagres, desde os primeiros tempos após a sua morte até aos dias de hoje. Ficou conhecido como protetor dos noivos.

Foi canonizado pelo Papa Gregório IX, na catedral de Espoleto (Itália), em 30 de Maio de 1232, num dos processos de canonização mais rápidos da Igreja Católica. Foi proclamado doutor da Igreja pelo papa Pio XII, em 1946.

O menino e os pássaros – Martinho de Bulhões, pai de Santo Antônio, gostava de ir a uma fazenda que possuía nos arredores de Lisboa. Um dia, levou o filho com ele. Ocorre que insaciáveis bandos de pássaros desciam continuamente para bicar os grãos de trigo. Era necessário espantá-los para impedir grave dano à colheita. Martinho encarregou o garoto de manter longe os pequenos ladrões. O pai se foi e Fernando permaneceu correndo de cá para lá no campo. Em pouco tempo, começou a se aborrecer com aquela ocupação.

Não muito longe, uma capelinha rústica o convidava à oração. Mas o pai o mandara enxotar os passarinhos. Gritou então aos pássaros, convidando-os a segui-lo para dentro de uma sala da fazenda. Obedientes os pássaros entraram. Quando todos estavam dentro, Fernando fechou as janelas e as portas, e foi tranqüilamente fazer sua visita ao Senhor. Retornando o pai veio procurá-lo. Andou pelo campo, chamando-o, mas não o encontrou.

Preocupado, dirigiu-se à capela e o descobriu, todo absorto na prece. Fernando tomou o pai pelas mãos e o conduziu ao salão repleto dos vôos e dos cantos dos graciosos prisioneiros. Abriu a porta e, a um sinal seu, os pássaros, em bando, retornaram os livres caminhos do espaço.

Sermão aos Peixes – Frei Antônio foi pregar na cidade de Rímini, onde dominavam os hereges que resolveram não ouvi-lo em hipótese alguma. Antônio subiu ao púlpito e quase todos se retiraram e fugiram. Não esmoreceu e pregou aos que tinham ficado. Inflamado pela inspiração Divina, falou com tal energia que os hereges presentes, reconheceram seus erros e resolveram mudar de vida. Mas o Santo não estava contente com o resultado parcial. Retirou-se para orar em solidão, pedindo ao Altíssimo que toda a cidade se convertesse.

Saindo do retiro, foi direto às praias do Mar Adriático e, em altos brados clamou aos peixes que o ouvissem e celebrassem com louvores ao seu supremo Criador, já que os homens ingratos não queriam fazê-lo. Diante daquela voz imperiosa, apareceram logo os incontáveis habitantes das águas e se distribuíram ordenadamente, cada qual com os de sua espécie e tamanho. Os peixes ergueram suas cabeças da água e permaneceram longo tempo imóveis, a ouvi-lo.

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