O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) indeferiu a liminar em favor da prefeita Rosinha Garotinho. O habeas corpus interposto pela bancada de advogados da prefeita pedia a suspeição do juiz Ralph Manhães, da 100ª Zona Eleitoral, e do delegado federal Paulo Cassiano Júnior, pela anulação das decisões e investigações por eles tomadas e conduzidas, e pelo reconhecimento da competência do próprio órgão para supervisionar investigações de crimes eleitorais supostamente praticados por prefeitos. No dia 17 de outubro, o TRE já havia negado o habeas corpus à prefeita.

 

Segundo fontes da Justiça, a defesa da prefeita Rosinha já ajuizou quatro ações com o mesmo objetivo: afastar o juiz e o delegado das operações que investigam um esquema de fraude no programa social Cheque Cidadão.

 

Rosinha é ré, junto com outros políticos e pessoas ligadas ao governo municipal em uma das 38 Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJEs) distribuídas pela Promotoria de Justiça e pela 76ª Zona Eleitoral, que investigam a inclusão indevida de beneficiários no programa Cheque Cidadão em troca de votos. As acusações são de captação ilícita de sufrágio e abuso de poder econômico e político. O MPE requer a cassação de registro ou diploma e a decretação de inelegibilidade dos processados por oito anos.

 

As investigações já levaram à prisão de três vereadores – Kellinho, Miguelito e Ozéias – e ao afastamento das atividades da Câmara do vereador Thiago Virgílio. Além disso, outras três pessoas estão foragidas: vereadora eleita Linda Mara, a secretária municipal de Desenvolvimento Humano e Social, Ana Alice, e a radialista Beth Megafone.

 

 

 

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