“Em Campos o nosso Cabral é a família Garotinho”. A frase é da deputada estadual Janira Rocha (Partido Socialismo e Liberdade – PSOL) que passou o dia de ontem em Campos. Veio a convite da Frente de Unidade Popular (Fupo). Da agenda, política; reuniões com lideranças dos movimentos sociais organizados. Pela manhã reuniu-se no Sindicato dos Previdenciários com sindicalistas, representantes do movimento negro e dos professores e estudantes da Universidade Estadual Fluminense (Uenf). Ao seu lado, as lideranças dos três partidos que compõem a Frente de Unidade Popular (Fupo): Partido Comunista Brasileiro (PCB), Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e o PSOL. De tarde a Fupo, mais uma vez, foi às ruas, em ato público, no calçadão, contra o governador Cabral (PMDB).

– Sabemos que a oposição que Garotinho faz ao Cabral se restringe a uma briga pela cadeira. Ele não faz a ruptura com os setores econômicos que hoje servem o governo Cabral, os mesmos que já serviram ao governo dele. A nossa diferença com Cabral está na disputa de outro projeto político para o Rio de Janeiro. Ainda que hoje a nossa percepção dos problemas da administração Cabral nos aproxime nossos objetivos são completamente diferentes- disse Janira.

Para Erik Schunk (PSOL) – pré-candidato a prefeito da Fupo, nas próximas eleições -, a receptividade da população às posições defendidas pela frente tem sido marcante. “Estamos surpresos, pois estamos ocupando um espaço maior do que o imaginado. Somos o fato novo da política local. Somos procurados por conhecidos e não conhecidos. Credito ao fato de que não temos as contradições do governo federal, do governo estadual nem as do casal Garotinho”, frisou Erik.

Com a defesa das bandeiras de luta, “Não delegaremos aos outros que falem por nós” ou “Política é coisa nossa”, a deputada veio em missão de seu partido. “Viemos ouvir as demandas da cidade. Estamos aqui em uma mobilização organizada pela Fupo, esclarecer e emprestar o nosso mandato parlamentar a esses movimentos da sociedade. Nossa função na Alerj é ser porta voz e facilitar a articulação das lutas sociais. E saímos daqui com uma pauta extensa de trabalho. Por exemplo, lá na Uenf os professores lutam pelo sistema de dedicação exclusiva que a universidade exige deles, mas, não os remunera com o tal. Os estudantes, por sua vez, questionam as obras do campus, com ênfase na bandejão que não fica pronto” relatou Janira Rocha.

Enquanto diversos partidos de oposição apresentam indefinições relativas às coligações proporcional (vereadores) e majoritária (prefeito), a Frente de Unidade Popular (Fupo) se adiantou e já lançou seu pré-candidato à sucessão da prefeita Rosinha Garotinho (PR). A Fupo é uma frente política com clara opção ideológica. Os três partidos políticos que a constituem – Partido Socialista Liberdade (PSOL), Partido Comunista Brasileiro (PCB) e Partido dos Trabalhadores Unificado (PSTU) – são socialistas. Escolhido para representar a Fupo no pleito majoritário, o médico sanitarista Erik Schunk, se apresenta como a alternativa de um conjunto de forças políticas à proposta hegemônica que domina o modo de governar local. “Sinto-me honrado de representar três partidos com ética apurada e não três meras legendas eleitorais”, disse Erik.

A professora Graciete (PCB), candidata a prefeita na eleição passada, confirma que nas próximas buscará uma vaga na Câmara de Vereadores. “Nossa decisão política está tomada em unidade com os três partidos da Fupo. Agora é cumprir as formalidades da lei eleitoral. Até o final do mês faremos nossa convenção municipal”, conclui.

 

Luciana Portinho

 

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