De olho no Dia Mundial do Meio Ambiente, no próximo domingo (5), a Secretaria de Ambiente inaugurou dia 29, na sede do Parque Atalaia, a sala de exposição ‘Memória das Águas’. Nela, há dez fotos e quatro painéis com fotos e textos, contando um pouco da história do local. Estiveram presentes o secretário de Ambiente, Gerson Lucas Martins e cerca de 50 participantes do projeto ‘Lugares de Memória’, que o Solar dos Mellos – Museu da Cidade de Macaé, da Fundação Macaé de Cultura, proporciona aos munícipes.

Dentre as atrações desse dia, as pessoas caminharam por uma trilha de quase um quilômetro, contemplando diversos tipos de plantas e árvores, refrescando-se numa temperatura mais amena por causa da Mata Atlântica. Segundo o biólogo Alexandre Bezerra, que palestrou para o grupo, são cerca de 550 visitantes por mês, que passam a conhecer as maravilhas desse parque.

Ele disse que a importância do Parque Atalaia, distante 27 quilômetros de Macaé e situado na RJ 168 (que leva ao Distrito de Córrego do Ouro), é que além de preservar a biodiversidade e os mananciais hídricos, também resgata, compreende e valoriza a história da região. “Nós do Parque Atalaia buscamos promover a Educação Ambiental, apoiar o Ecoturismo e valorizar pesquisas científicas para a preservação da Mata Atlântica”, garante. Mostrou em slides os mapas da região e do município de Macaé, relatando que a história da cidade vai além do ciclo do petróleo.

Adrenalina num trabalho cheio de aventuras

Para fornecer as dez fotos que compõem a sala de exposição ‘Memórias das Águas’, o fotógrafo Rogério Peccioli, do Solar dos Mellos, clicou cerca de 600 fotografias, em 14 incursões pelo Parque Atalaia. As fotos expostas mostram a centenária captação de água do parque, que no século passado abastecia a cidade, facilitando seu crescimento econômico.

– Quando fotografei a cachoeira do Escorpião, que se localiza a quase quatro quilômetros mata adentro, com muitas pedras íngremes, meu guia (Alexandre Bezerra) escorregou e quebrou o pé. Como o local era mata fechada, tive de percorrer quatro mil metros para chamar a Guarda Municipal, que socorreu a vítima – conta Rogério.

Ele disse que é extremamente válido preservar os mananciais hídricos, a fim de que as futuras gerações também possam usufruir disso. “A sala de exposição ‘Memórias das Águas’ contribui para disseminar a conscientização das pessoas sobre os cuidados com a Mata Atlântica”, avalia.

O Solar dos Mellos está ligado à Fundação Macaé de Cultura e, além de ceder o profissional de fotografia para esse trabalho, também doou os quatro painéis que compõem a mostra permanente no Parque Atalaia.

Um caminho fantástico

Conduzido pelo ambientalista Vicente Klonowski, o grupo aprendeu que na trilha do Parque Atalaia há um jardim de Heliconias, espécie medicinal. O Jamborandi tem o aroma importante para fábricas de cosméticos. A planta Perta-Ruão colabora para evitar inflamações em úteros.

– No parque e na trilha também há Cedro, Vinhático e Jequitibá, que são madeiras de lei. Os pajés usavam o Anjico (planta) como alucinógeno, com potencial para curas. A Imbaúba era madeira usada pelos senhores de escravos para compor as senzalas. Esta era carbonizada, seu fruto alimenta tucanos, jacus, preguiças e macacos bugios – explica o ambientalista.

Durante a pequena peregrinação, observa-se uma colônia de saúvas e a árvore mais alta da trilha: uma figueira branca. Além do mais, pode-se ver o palmito Jussara, muito utilizado em pratos sofisticados. Também existe nessa trilha um bosque de palmeira Iri, cujo broto é útil aos artesãos e o seu coquinho importante para alimentar a fauna.

Amor a Macaé

A dona de casa Tereza Cristina Kautscher, de 59 anos, disse que o passeio mostrou-lhe a importância de se preservar o meio ambiente. “A floresta é muito bela e aqui se valoriza a vida, a fauna, a flora, a água, o oxigênio…”, pontua.

Já o agente comunitário Nathan de Freitas Silva, de 51 anos, ressaltou que a preservação da natureza é muito necessária para nossos filhos e netos.

A comerciária aposentada Maria da Glória de Jesus, de 61 anos, achou o contato com a natureza maravilhoso. ”Aprendi sobre a história de Macaé, fato que aumenta nosso amor pela terra em que vivemos”, conclui.

Fonte: Secom Macaé

30/05/2016 14:47

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