O Juízo da 100 Zona Eleitoral (ZE) prorrogou por mais cinco dias as prisões dos vereadores Ozéias (PSDB) e Miguelito (PSL).Eles foram presos no último dia 19, durante a operação “Chequinho”, desencadeada pela Polícia Federal e que também investiga suposta utilização de Cheque Cidadão em troca de votos. E, citado pela primeira vez em um depoimento à Polícia Federal (PF), o marido da prefeita Rosinha (PR) e secretário de Governo, Anthony Garotinho (PR), partiu para o ataque. Em email enviado na tarde desse domingo (23) à Folha da Manhã, a defesa, representada pelo criminalista Fernando Augusto Fernandes, contestou as informações veiculadas na Folha e informou que realizou uma ata notarial “quanto a mensagens de abusos do delegado que está forçando testemunhas a citar o nome do ex-governador. O objetivo é usar a máquina do estado e matérias jornalísticas para cometer abusos contra Garotinho e Rosinha. Serão tomadas providências jurídicas quanto a este abuso e vazamentos”, disse em nota.

Miguelito e Ozéias impetraram no Tribunal Regional Eleitoral pedidos de habeas corpus, que foram negados, no último dia 21, pelo desembargador Marco José Mattos Couto, relator do pedido no TRE. O desembargador também pediu informações ao Juízo de Campos a respeito do processo. O prazo da prisão temporária terminaria nesse domingo.

Matéria publicada nesse domingo mostra que uma testemunha citou Garotinho como a pessoa que teria dado ordens à ex-secretária de Desenvolvimento Humano e Social, Ana Alice Alvarenga, para cadastros irregulares de Cheque Cidadão. De acordo com a testemunha, a líder comunitária teria recebido 50 formulários para incluir pessoas no programa: “Ana Alice disse que havia sido ordem do Garotinho entregar os formulários e dizer a ela que cadastrasse no Cheque Cidadão as pessoas que ela própria entendesse mais carentes”, diz um dos trechos do depoimento.

De acordo com a defesa, o depoimento diz que as pessoas incluídas já haviam sido beneficiadas no passado pelo programa Cheque Cidadão e são carentes. A matéria cita realmente isso, mas ressalta que apenas parte dessas pessoas havia sido excluída anteriormente do programa: Dos 50 formulários, nove eram para pessoas que haviam sido excluídas anteriormente e 41 para novos inscritos, escolhidos pela líder comunitária, segundo o depoimento.

Como a própria matéria mostra e a nota da defesa de Garotinho destaca que Ana Alice não pediu para que ela pedisse voto: “Se Ana Alice não o fez, muito menos Garotinho”, afirma a defesa.

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