Prevenção ajuda reduzir dengue

Mário Sérgio Júnior
Foto: Secom/Divulgação 

Com o objetivo de diminuir ainda mais os casos de dengue, zika e chikungunya, a Prefeitura de Campos vem realizando mutirões de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor das três doenças. Depois de registrar 622 casos de dengue em janeiro, a luta contra o mosquito vem mostrando resultados. Em maio, nenhum caso da doença foi contabilizado. Segundo o vice-prefeito de Campos e coordenador das forças-tarefas, Chicão Oliveira, as ações mobilizam diversos órgãos da Prefeitura, e não apenas a secretaria de Saúde e o Centro de Controle de Zoonoses. Ao longo de 2016, toneladas de lixo foram recolhidas e centenas de imóveis vistoriados.

O último mutirão foi realizado na última quarta-feira, em Santo Eduardo. Dr. Chicão abriu a programação na Escola Municipal Nossa Senhora Aparecida, com palestra sobre os sintomas da dengue, zika e chikungunya.

A psicopedagoga Karla Bichara também ministrou palestra sobre o controle do vetor. Na semana passada, a força tarefa aconteceu no distrito de Santa Maria, de onde foram recolhidas mais de 50 toneladas de entulhos e materiais inservíveis.

Chicão ainda visitou, junto aos agentes de combate a endemias, a Creche Escola da localidade, Unidade Pré-Hospitalar João da Cruz Lubanco e imóveis do distrito, intensificando o trabalho preventivo e mecânico, por meio de retirada de criadouros e orientação.

— O combate ao mosquito é uma questão imprescindível, não podemos deixar para depois. Saúde pública é prevenção. Vocês, alunos, devem colaborar na conscientização — afirmou o vice-prefeito.

Agentes da Fundação Municipal da Infância e da Juventude e do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) também realizaram o trabalho de conscientização, com panfletagem e eliminação mecânica dos criadouros nas residências. Técnicos da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Superintendência de Limpeza Pública e da coordenadoria de Defesa Civil fiscalizaram ruas, terrenos baldios, depósitos e ferros-velhos.

A Prefeitura de Campos realiza mutirões todas as sextas-feiras, além do trabalho de rotina que acontece em diversos pontos da cidade diariamente. A força tarefa conta ainda, com a concessionária Águas do Paraíba, caminhão limpa-fossa, patrol, carros fumacês, bombas costais, caminhões de poda, caminhões basculantes, retroescavadeiras, viaturas da Defesa Civil e da Guarda Civil Municipal, fiscais da Superintendência de Postura Municipal e supervisores de bairro.

Além de Santo Eduardo, os mutirões já foram realizados em outros locais como Goitacazes, Jardim Carioca, Travessão, Novo Jóquei, Centro, Conselheiro Josino, Parque Aurora, Farol de São Tomé, Ribeiro do Amaro, entre outros.

“Combate ao mosquito precisa continuar”

Segundo o último balanço divulgado pela secretaria de Saúde, o mês de maio não confirmou nenhum caso de dengue em Campos. No entanto, em 2016, o município contabilizou 1.118 confirmações. Sobre a zika, 17 casos foram confirmados sendo 15 deles em gestantes. Segundo o diretor do Centro de Referência de Doenças Imuno-infecciosas (CRDI), Luiz José de Souza, seis casos de microcefalia suspeitos de zika são investigados. Sobre os casos da chikungunya confirmados, três são importados e 31 são locais.

— No mês de maio nós não tivemos nenhum caso de dengue. O que não é razão para que nós descuidemos da prevenção, da eliminação dos focos. Isso é resultado possivelmente de um subtipo da dengue que está circulando com muita imunidade. Pessoas que já tiveram no passado. Temos que continuar eliminando os focos 10 minutos por semana — disse o secretário de Saúde, Geraldo Venâncio.

Lei municipal prevê multa para donos de terrenos

Desde fevereiro deste ano tem vigorado uma lei que prevê multa para Os proprietários de terrenos abandonados na cidade, que vêm favorecendo a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

De acordo com a lei, os proprietários, locatários, possuidores ou responsáveis a qualquer título, de imóveis, com ou sem edificação, localizados em Campos, são obrigados a adotar as medidas necessárias à manutenção desses bens limpos, sem acúmulo de lixo, entulhos e demais materiais inservíveis, drenados e aterrados, no caso de serem pantanosos ou alagadiços, evitando condições que propiciem a instalação e a proliferação do mosquito.

A lei determina que é responsabilidade do proprietário manter tratamento adequado da água das piscinas, de forma a não permitir a presença ou a proliferação do mosquito. Quando em desuso, a piscina deverá ser protegida com tela milimétrica, evitando condições que propiciem a instalação e a proliferação do mosquito.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *