Sem data definida, um novo reajuste no preço dos combustíveis acontece ainda este ano, e a projeção é de alta mínima de 6% nas refinarias. A autorização de reajuste pelo governo federal atenderá a um pedido da Petrobras, que está com as contas pressionadas pela defasagem nos preços internos, acumulada em até 30%. O assunto chegou a ser discutido entre a presidente Dilma Rousseff e a presidente da estatal, Graça Foster, nessa quarta-feira. O governo, entretanto, pensa em parcelar o reajuste para evitar que o impacto seja sentido se maneira severa pelo consumidor.

Em Campos, onde o preço médio do litro da gasolina nas bombas é R$ 3,05, consumidores, apesar de não concordarem, já esperam o aumento, mas temem o índice de reajuste. “Por menor que seja o aumento, nós sentimos no bolso, mas não tem outro jeito, se quisermos andar de carro, temos que aceitar”, afirmou o enfermeiro Alexandre de Santana Vieira.

As oscilações e especulações sobre o preço do combustível dificultam o controle do orçamento familiar. Os consumidores ficam sem saber qual será o gasto com a gasolina e se quando retornarem às bombas encontrarão o produto com o mesmo valor.

Opção — Proprietários de veículos flex ainda podem escolher o combustível mais vantajoso, mas, para isso, precisam fazer as contas. Para ser mais vantajoso, o etanol deve custar menos de 70% do preço da gasolina. Sempre que o álcool ultrapassar esse percentual, o motorista ganha se optar pela gasolina. O limite reflete o menor rendimento do álcool, que faz o veículo rodar menos quilômetros por litro que a gasolina com um mesmo volume de combustível.

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