Membros da Câmara Júnior Internacional (JCI), antiga Câmara Júnior de Campos, arregaçaram as mangas e puseram litaralmente a mão na massa, durante a manhã deste domingo (12) na praça 1º de Maio, na áera da Pelinca. Atendendo ao chamado do programa “Adote uma praça”, descrito na Lei 8.771/2017, aprovada mês passado na Câmara de Vereadores, os voluntários ocuparam o espaço com intervenções positivas. Bancos foram pintados, brinquedos recuperados, pichações apagadas e grafites preservados, durante o trabalho que disponibilizará, ainda, um espaço para biblioteca solidária, fazendo uma convocação a todos para que voltem o olhar de modo diferente e com pertencimento e propriedade para os espaços públicos de uso coletivo.

O presidente da JCI, Lucas Siqueira, contou que a ideia surgiu da lei aprovada. Foi feita uma assembleia e como a rua que faz interseção com a 1º de Maio, na altura da praça, é a rua Câmara Júnior, em homenagem à instituição, foi a escolhida para o apadrinhamento.

— Escolhemos essa praça pela homenagem e até por ela ser menor, por que a adoção não se trata de vir aqui somente hoje e acabou. A adoção é um processo permanente. A ideia é que a praça seja apadrinhada, adotada pela organização e que a gente faça permanentemente ação de conservação aqui. Hoje, nós estamos no primeiro passo.

E a ação já foi aprovada por quem mais se importa com o espaço. Aos 46 anos, Joseni Saad tem orgulho em dizer que fez parte do processo de concepção do espaço. Ela contou que a rua seria contínua e que o projeto original previa que o término fosse no cruzamento com a rua Barão da Lagoa Dourada, o que daria à avenida Pelinca uma via de apoio no desafogamento do trânsito no local, no governo do prefeito Raul Linhares. Como o projeto da rua não avançou, o espaço foi concedido para abertura da praça, mas somente na gestão passada.

Com tanta história de envolvimento, Joseni contou que quando ficou sabendo que os voluntários da JCI estavam no espaço na manhã deste domingo, desceu para conferir de perto o trabalho e aprovar a ajuda para zelar pelo local.

— Eu sou ‘sócia fundadora’ e moro aqui há 43 anos quase. Sou uma das primeiras moradoras e hoje já pisei na areia, já tirei mato — disse ela, que sempre faz sua parte até mesmo catando lixo e varrendo o local.

Para Lucas, além da conscientização da população da área na colaboração com a manutenção da 1º de Maio, vale o exemplo. “O que a gente espera é que nossa ação estimule outras organizações e empresas a fazerem o mesmo”.

Fonte: Folha da Manhã

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