A deputada federal Clarissa Garotinho (RJ) foi levada a responder processo para expulsão partidária, prevista no estatuto do PR por desobediência ao fechamento de questão favorável ao Projeto de Emenda Constitucional (PEC) nº 241, a PEC do Teto dos Gastos, aprovada na segunda-feira em primeiro turno por 366 votos a favor e 111 contra.

Definida como pena máxima pela desobediência a uma decisão de fechamento de questão, a ocorrência do processo de expulsão da deputada Clarissa Garotinho foi agravada por um vídeo postado na internet contra PEC defendida pela legenda, mesmo conhecendo o risco da punição, além de críticas ao presidente Michel Temer (PMDB).

Além de Clarissa Garotinho ainda serão notificados da abertura de processo disciplinar a deputada Zenaide Maia (RN), que também votou contra, e Silas Freire (PI), que se absteve na votação da PEC.

A decisão do Conselho de ética do PR não produz consequências imediatas mas, desde já, os parlamentares arrolados serão substituídos em suas funções de representação partidária no Congresso, inclusive nas Comissões Permanentes. Clarissa era vice-líder do partido na Casa, além de titular na comissão de Seguridade Social e Família, e suplente nas comissões de Constituição e Justiça e na de Viação e Transporte.

Na tarde dessa terça, Clarissa informou que só iria se pronunciar quando fosse notificada. Ao jornal carioca Extra, disse que foi pega de surpresa com a notícia.

A favor — Outro representante de Campos e do PR na Câmara Federal, Paulo Feijó seguiu a orientação do partido e votou a favor da PEC. É a segunda votação importante que os deputados federais Clarissa e Feijó têm voto diferente. No impeachment de Dilma Rousseff, Feijó votou a favor. Clarissa se licenciou às vésperas da decisão, o que acabou contando como voto contra.

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