Suzy Monteiro

 

Desde 2004, Campos passou por três eleições para prefeito – contando primeiro e segundo turno foram seis idas às urnas somente para escolher os chefes do Executivo. A disputa pelo posto político mais importante do município, responsável por gerir um orçamento de quase R$ 2 bilhões, já teve lances cinematográficos, como apreensão de R$ 318 mil na sede do PMDB,  denúncias de utilização de máquina pública e até a condenação dos dois principais grupos políticos liderados por pelo deputado federal Anthony Garotinho (PR) e o ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT).
Todas estas questões fazem com que Justiça Eleitoral, Polícia Federal e Ministério Público vejam a cidade como um polo que necessita de uma atenção especial durante a campanha, que inicia em julho. De acordo com o delegado da Polícia Federal, Paulo Cassiano, em toda eleição municipal a PF tem procurado fazer um planejamento para chegar no momento da campanha e, principalmente, da eleição em si, com um aparato mais “robusto”.
— Para isso dependemos de recrutamento de outros locais. Ainda não fizemos, mas faremos, reunião com nossos superiores para avaliar as necessidades de aumentar o efetivo. Não somente para Campos, mas para todos os municípios atendidos pela Delegacia da Polícia Federal aqui — explica o delegado.
O delegado Paulo Cassiano acrescenta que em 2012 tudo indica que a eleição em Campos deverá ser mais tranquila: “Não deve haver aquele clima de ‘FlaxFlu’, mas, de qualquer forma, estaremos prontos pa-ra atuar e contamos com a população para denunciar irregularidades”, destaca.
Um dos sete promotores eleitorais de Campos, Marcelo Lessa diz que é preciso cautela quando o tema é eleição: “Uma vez li um entrevista do então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e ele disse que não é fácil presidir paixões. O MP, embora não presida, administra paixões, porque a política desperta paixões no eleitor. Por motivos diversos, seja por admiração, por interesse. Então é preciso ser cauteloso. Sou contra a ficar potencializando o clima em Campos. Posso dizer que desejo que tudo transcorra de uma maneira tranquila e transparente. Mas, claro, que se tivermos que intervir, o faremos”, afirmou o promotor.

TRE aposta na capacitação de servidores

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) tem apostado na capacitação de seus servidores e até de juízes para atualizar sobre mudanças na legislação eleitoral, tornando mais eficiente a fiscalização do órgão. No último mês, por iniciativa do presidente, desembargador Luiz Zveiter, o TRE do Rio de Janeiro iniciou uma série de cursos para treinamento de servidores. Organizados pela Corregedoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, os encontros fazem parte do conjunto de atividades desenvolvidas pelo órgão para a preparação das Eleições 2012.
Cerca de 80 servidores de todo o Estado assistiram, nos dias 28 e 29 de fevereiro, ao curso sobre “Direito de Resposta e Fiscalização da Propaganda”. Nos dias 7 e 9 de março, o tema da aula foi “Representações que seguem o rito do artigo 96 da Lei das Eleições”.
Os cursos ministrados para os servidores e juízes vão continuar sendo realizados até agosto, dois meses antes das eleições, e outros temas fundamentais para o processo eleitoral serão abordados, como “Registro de Candidatura”, “Representação”, “Polo de Armazenamento de Urna Eletrônica” e “Prestação de Contas. “Os encontros estão focados no dia a dia do cartório durante o processo eleitoral, ou seja, destinam-se a explicar o correto processamento das demandas que irão surgir neste ano, com base nas resoluções do TSE”, explicou Edemilson Valadão da Mota, assessor-chefe da CRE-RJ.

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