Voos para embarques nas plataformas da região ficaram suspensosCerca de 70 trabalhadores realizaram na manhã desta sexta-feira (14/03), no Heliporto do Farol de São Tomé, em Campos, um Ato Público para lembrar os 13 anos da explosão e afundamento da plataforma P-36, na Bacia de Campos, que causou onze mortes de trabalhadores da brigada de emergência, em 15 de Março de 2001.

O protesto, organizado pelo Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), suspendeu os voos para embarques nas plataformas da região das 7h às 10h. Além dos petroleiros, também participaram da manifestação dirigentes sindicais, pensionistas e parentes de vítimas de acidentes de trabalho.

De acordo com dados da Federação Única dos Petroleiros (FUP), desde 1995 ocorreram 330 mortes por acidentes de trabalho no Sistema Petrobras, estando, entre eles, 266 trabalhadores terceirizados e 61 de efetivos.

Na Bacia de Campos ocorreram 126 óbitos de 1998 até 2013, sendo que 88 foram de terceirizados e 38 de empregados da Petrobras. Apesar do grande número de subnotificações de acidentes (casos não registrados, ou registrados parcialmente), o Departamento de Saúde do Sindipetro-NF recebeu um registro de 1563 Comunicados de Acidentes de Trabalho em 2013, uma média de quatro acidentes por dia.

Os dirigentes sindicais fizeram apelos aos petroleiros para que mantenham o sindicato informado sobre as condições inseguras de trabalho. “Nós conseguimos as interdições de diversas plataformas desde 2010 em razão da participação dos trabalhadores, que fizeram seus relatórios de pendência de segurança e enviaram para a entidade. Documentados, nós partimos para a pressão sobre os órgãos fiscalizadores e cobramos providências. Infelizmente, mesmo depois da tragédia da P-36, a cultura de insegurança da Petrobras não mudou”, afirmou Luiz Carlos Mendonça, diretor do Sindipetro-NF que abriu a sequencia de pronunciamentos dos sindicalistas.

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