Petrobras no Porto a partir de novembro

 

A Petrobras deve começar a utilizar em novembro instalações da norte-americana Edison Chouest Offshore (ECO) no Porto do Açu, em São João da Barra. O anúncio foi feito pelo presidente da Prumo Logística Global, Eduardo Parente, quarta-feira (13), no Rio de Janeiro, durante a Rio Oil Conference, fórum que reúne as maiores empresas do mercado de petróleo da América Latina. O contrato, estimado em R$ 3 bilhões, foi formalizado em abril, após a estatal derrubar uma decisão liminar da Justiça, em novembro, que suspendia a licitação.

— É um projeto já assinado com a Petrobras há dois ou três meses, mas que não divulgamos em função da questão judicial. A operação será iniciada no segundo semestre, com previsão para novembro — ressaltou Parente.

Durante a conferência, o executivo falou no painel Desenvolvimento da Infraestrutura no Brasil, ao lado de representantes da Petrobras, BG e Agência Nacional do Petróleo (ANP). Ele apresentou o Porto do Açu como solução para a indústria de óleo e gás e mostrou as vantagens competitivas do empreendimento, como já estar em operação e ter retroárea disponível para instalação de indústrias.

O superintendente de Petróleo e Gás de São João da Barra, Wellington Abreu, afirmou que a notícia dá um “fôlego” para o município em longo prazo. Segundo o superintendente, o município, que recebe royalties como produtor, passaria a se enquadrar em outra faixa, também beneficiada. Com isso, o recurso estaria assegurado mesmo se os campos de Roncador e Frade, principais para SJB, não produzissem mais petróleo. “Com essa base de apoio funcionando, São João da Barra se enquadra na zona de produção de petróleo. Nesse caso, não vai parar de receber os royalties, mesmo que não esteja mais como produtor”, disse.

Wellington também mencionou o aumento na arrecadação de Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) para o município e a chegada de outras empresas, aumentando a oferta de emprego.

Suspensa — Em novembro, a licitação da Petrobras foi suspensa por decisão judicial. A Prefeitura de Macaé abriu um processo, alegando que o certame havia sido direcionado para beneficiar o terminal do Açu. De acordo com a decisão da 2ª Vara Cível de Macaé, a licitação estabelecia “índice de custos operacionais sem justificativa técnica” o que seria prejudicial à competição de outras empresas. A decisão liminar, entretanto, foi cassada após recurso da estatal. A ECO teria apresentado a proposta mais barata entre as participantes.

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