Em 2025 o Brasil  terá mais de 32 milhões de pessoas acima de 60 anos.

A Doença de Alzheimer é uma doença neurológica degenerativa progressiva que compromete o cérebro causando: diminuição da memória, dificuldade no raciocínio e pensamento, alterações comportamentais e fisiológicas. Esta doença é ainda pouco conhecida em nosso meio, apesar de bastante estudada, e tem efeito devastador sobre a família e o doente. Tida como uma doença rara, pois muitas vezes é confundida com “esclerose” pela população em geral.

Os sintomas mais comuns são: perda gradual da memória, declínio no desempenho para tarefas cotidianas, diminuição do senso crítico, desorientação têmporo-espacial, mudança na personalidade, dificuldade no aprendizado e dificuldades na área da comunicação. Na fase final o paciente torna-se totalmente dependente de cuidados. É uma doença crônica de evolução lenta, podendo durar até 20 anos. A DA pode manifestar-se já a partir dos 40 anos de idade, sendo que a partir dos 60 sua incidência se intensifica de forma exponencial. Existem relatos não documentados de DA aos 28 anos de idade.

Porém surgiu uma esperança para 35 milhões de pessoas no mundo que sofrem de Alzheimer vem dos Estados Unidos. A pesquisa foi feita com 104 pacientes com sintomas leves e moderados de Alzheimer. Para uma parte do grupo, foi dada uma dose especial de insulina em forma de spray para ser inalada duas vezes ao dia. Para outra parte, foi dada uma dose de solução salina sem efeito nenhum.

O mal de Alzheimer é uma doença degenerativa e a principal causa de demência em pessoas idosas. Na experiência, os cientistas usaram um tipo especial de insulina que, ao ser inalada, chega ao cérebro em 30 minutos. Os receptores dos neurônios absorveram a insulina tornando mais ágil a capacidade de comunicação entre as células do cérebro. Depois de quatro meses, 75% dos pacientes que usaram o spray com a insulina tiveram melhores resultados nos testes de memória. A mudança também pode ser percebida nos testes feitos com tomografia.

Os pesquisadores alertam: a insulina usada na pesquisa é especial, feita para ser inalada. Pacientes com Alzheimer não devem injetar insulina no corpo por conta própria. Uma dose errada pode ser fatal.

O mal de Alzheimer precisa ser diagnosticado cedo, antes que a pessoa desenvolva um estágio severo de demência, indicam novos estudos. Já faz 27 anos que os princípios para diagnosticar a doença foram estabelecidos. Desde 1984, pesquisas mostram que o Alzheimer é um mal que começa décadas antes de a demência se manifestar. Agora, apresentações feitas no Instituto Nacional sobre Envelhecimento e Associação do Alzheimer, nos Estados Unidos, dividiram a doença em três estágios, sendo uma delas muito prévia aos sintomas mais graves:

– Demência, incluindo deficiências mentais não tão graves como aqueles previamente necessários para o diagnóstico de Alzheimer.

– Prejuízo cognitivo suave. Esta nova categoria inclui pacientes com alterações na capacidade de memória e de pensar que não os impedem de exercer funções do dia a dia, mas que sugerem fortemente que o paciente irá desenvolver demência do tipo Alzheimer.

– Doença pré-clínica. Novos estudos reconhecem que o processo de desenvolvimento da doença começa antes de haver qualquer sintoma. Mas, por enquanto, não há testes bons o suficiente para constatar se uma pessoa está neste estágio.

As Projeções indicam no Brasil em 2025 haverá mais de 32 milhões de pessoas acima de 60 anos, 10% da população, passando a ser o país com a sexta maior população de idosos em todo o mundo, ver post (http://fabriciolirio.com.br/page/2/).

Vemos através destas estatísticas uma necessidade urgente de estruturação da sociedade, das instituições e do Estado para o atendimento desta população que cresce enormemente.       Temos que nos preparar para oferecer a nossa população idosa, saúde pública de qualidade que diagnostique e trate doenças que afligem a esta parcela da população, não só saúde pública de qualidade, mas proporcionar também acesso ao mercado trabalho, a acesseciblidade, segurança e lazer. Afinal  estes são direitos garantidos a Terceira Idade pela Constituição e pelo Estatuto do Idoso e dever de todo cidadão de Bem.

Pesquisas: 1, 2, 3 e 4. Um Abraço Fraterno.

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