Por luciana portinho, em 13-04-2011 – 20h09

Em minha caminhada tenho colhido inúmeras jóias como esta abaixo. Caem das mãos de gente que me sinalizam simpatia, amizade e confiança. Recolho-as com grande alegria; me ensinam, me corrigem. Com elas aprendo o poder da boa vontade e reafirmo minha convicção interna na Humanidade.

Trago a vocês, o comentário de um leitor. Não, é mais do que um leitor. Arthur, é um sincero colaborador! Nem o conheço pessoalmente e o estimo como uma pessoa do bem.

A polêmica nasceu em cima do post “A Terra é Azul” (www.fmanha.com.br/blogs/lucianaportinho). Nos comentários, alguém que se identifica como LUD, mas que usa o mesmo IP com várias outras identidades (?!) critica que eu teria cometido uma redundância horrorosa e me chama de “queridinha” em tom de evidente menosprezo. Até me fez lembrar o tempo da palmatória (sic). Bom, daí surgiu um instigante debate entre o que é REDUNDÂNCIA E PLEONASMO.

Avaliem, é aula, uma rica aula.

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(segue o comentário do Arthur)

“Seria de bom alvitre, lembrar, que o Pleonasmo pode ser tanto uma FIGURA DE LINGUAGEM quanto um vicio de linguagem. O pleonasmo é uma redundância (proposital ou não) em uma expressão, enfatizando-a.
Creio que a Luciana não fez uso de nenhum vicio de linguagem. O PLEONASMO VICIOSO, como a própria expressão diz, NÃO É UMA FIGURA DE LINGUAGEM, e sim um vício de linguagem, por trata-se da repetição inútil e desnecessária de algum termo ou idéia na frase. Exemplos típicos de PLEONASMOS VICIOSOS: “quero te ver com meus olhos…”, “…e com os ouvidos te ouvir “, “Amanhecer o dia.”, “Almirante da marinha.”, “Prefeitura municipal.”, “Goteira no teto.” (não necessariamente um pleonasmo, já que você pode ter goteiras em outros lugares), “Vereador da cidade.”, “Surpresa inesperada.”, “Encarar de frente.”, “anônimo desconhecido.”, “Anoitecer a noite.”, “Entrar para dentro.”, “Cursar um curso.”, “Monopólio exclusivo.”, “Um plus a mais.”, “Descer pra baixo”, “subir pra cima”, “Fato real”, “ficção irreal”,” Sair para fora”, “Hermeticamente fechado”, “Filho homem”, “Herdeiro homem”, “Opinião individual de cada um.”, “Plebiscito popular.”, “Encarar cara a cara.”, “Viver a vida.”, “Abismo sem fundo.”, “Anexar junto.”, “Ganhar grátis.”, “Escolha opcional.”, “Retornar de novo.”, “Repetir de novo.”, Virar pro lado.”, “Países do mundo.”, “Duas metades iguais.”, “Demente mental.”, “Sorriso nos lábios.”, “Pequeno detalhe.”, “Bilateral entre os dois.”, “Multidão de pessoas.”, “Acabamento final.”, “Elo de ligação.”, “Comparecer Pessoalmente.”,“Sair para fora.”, “Roubar objeto alheio.”, “Essa história é baseada em fatos reais.”, “Eu já curei uma multidão de pessoas.”, “Gritar alto.”, “Hemorragia de sangue.”, “A viúva do finado.”, “Jantar de noite.”, “Caos caótico.”, “Maresia do mar.”, “Pó de café seco.”, “Farinha de trigo branca.”, “Introduzir dentro.”, “Cochichar baixinho.”, “Deu uma bica com o pé direito., “Surpresa inesperada.“ “Maluco da cabeça.”, “Cego dos olhos.”, “Andar com os próprios pés.”, “Desencadeou em cadeia.”, “Encostar as costas.”, “Acabamento final.”, “Barulho sonoro.”, “Pisar com o pé.”, etc.
Por outro Norte, temos o PLEONASMO LITERÁRIO, também denominado pleonasmo de reforço, estilístico ou semântico, trata-se do uso do pleonasmo como FIGURA DE LINGUAGEM para enfatizar algo em um texto. Grandes autores usam muito deste recurso. NOS SEUS TEXTOS OS PLEONASMOS NÃO SÃO CONSIDEDRADOS VICIOS DE LINGUAGEM, e sim pleonasmos literários. Exemplos típicos: “Quanto em visão com os da saudade via.” (Alberto de Oliveira), “Morrerás morte vil na mão de um forte.” (Gonçalves Dias), “Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal” (Fernando Pessoa), “O cadáver de um defunto morto que já faleceu” (Roberto Gómez Bolaños), “E rir meu riso”(Vinícius de Moraes); e o PLEONASMO MUSICAL. Exemplos comuns: “Vamos fugir para outro lugar”(Gilberto Gil), “De jeito maneira, não quero dinheiro”, (Tim Maia), “O que é imortal, não morre no final” (Sandy e Junior e “Eu nasci há 10 mil anos atrás” (Raul Seixas).
Parabéns, Cláudia Ximenez e Silvia Salles. Agradeço, pela postura democrática e elegante!
Acredito que a Luciana, por estar sempre envolvida com manifestações culturais tenha optado pelo emprego de um PELONASMO CULTURAL (FIGURA DE LINGUAGEM e não vicio de linguagem) à Raul Seixas (“Eu nasci há 10 mil anos atrás”).
“E, agora, amigos, que meus agradecimentos se calem no papel, recolhendo-se ao grande silêncio da simpatia e da gratidão. Atração e reconhecimento, Amor e júbilo moram na alma. Crede que guardarei semelhantes valores comigo, a vosso respeito, no santuário do coração. Que o Senhor nos abençoe” (ANDRE LUIZ).”

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