Luciana Portinho

“Uma coisa é certa: nós vamos participar das eleições de 2012 e com candidatura própria”. Direto assim, teve início a conversa com a professora Graciete Santana, presidente do Partido Comunista Brasileiro em Campos, o PCB.
No município, o partido compõe a Frente de Unidade Popular (Fupo) junto com o Partido Socialismo e Liberdade (Psol) e também o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU).
— Ainda estamos em processo de conversação com as demais forças políticas que compõem essa Frente, mas ainda não temos muitas definições. É nosso propósito que a Fupo encampe uma única candidatura — revelou Graciete, que falou também sobre como o candidato será escolhido.
— Em conjunto, iremos deliberar sobre quem será o candidato. Caso a Fupo não tenha um nome próprio concorrendo na eleição majoritária, o Partido Comunista Brasileiro lançará o seu próprio. O meu nome foi ventilado, tanto para a eleição que escolherá o prefeito, o pleito majoritário, como também para a eleição proporcional, que elegerá os novos vereadores. A decisão deverá sair em breve, temos a-gendado novas reuniões para o início de fevereiro próximo — disse Graciete.
Para um partido atuante em tantos episódios da história brasileira no último século e – em alguns deles como protagonista – as articulações de seus adversários pouco significam.
A presidente é objetiva na fala: “Sabemos quem são os nossos aliados. O processo eleitoral brasileiro é complexo e dá margem à pouca transformação: refiro-me à mudança de nomes e nos métodos de fazer política. Campos ainda é um município bastante conservador. E observamos os trabalhadores serem privados de diversos direitos nas ações do poder local, justo nas áreas onde eles mais necessitam, que são a saúde e a educação”, falou a presidente do PCB e concluiu:
— O PCB, como agente político, quer colaborar nesse esforço de modificação das mentalidades. Todas essas crises que acontecem no sistema capitalista mundo afora só evidenciam a falência do atual modelo. E para que não restem dúvidas: fazemos sempre a defesa do socialismo — definiu Graciete Santana.

27/01/2012 – 10h52

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *