Eles reclamam de falta e atraso nos ônibus.
Ato foi na manhã desta segunda-feira (31) em Mineiros.

Ato foi na RJ-216, na localidade de Mineiros, em Campos (Foto: Priscilla Alves/ G1)

Vários moradores queimaram pneus e fecharam a RJ-216 durante uma manifestação na manhã desta segunda-feira (31) em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. O ato foi na altura da localidade de Mineiros, na pista que liga Campos à praia do Farol. Segundo pessoas que estavam no local, o motivo da manifestação é o atraso de algumas linhas de ônibus e a falta de coletivos de uma empresa, que teria deixado de passar pelo local desde a última semana. A pista já foi liberada.

Os moradores são de localidades mais afastadas, como Caboios, Correnteza e São Martinho. Eles reclamam que precisam pegar carona dessas localidades até chegar em Mineiros e de lá pegar outro ônibus para chegar ao Centro da cidade.

“Estamos sem ônibus desde a última quinta-feira (27) e apenas uma empresa passa em Correnteza, onde eu moro. A gente tem a dificuldade das nossas casas até Mineiros, e agora estamos com dificuldade aqui também”, contou a doméstica Fernanda Nunes Correia.

Os manifestantes queimaram pneus em dois trechos da pista e ninguém podia passar com veículos pelo local. O Corpo de Bombeiros foi acionado para conter as chamas e uma garrafa de gasolina, que teria sido usada para manter o fogo, foi encontrada no local.

“Tem gente de todas as localidades aqui, e todo mundo nesta situação. Éramos mais de 20 pessoas no ponto de ônibus mais cedo. Eu nunca pensei em participar de um ato deste, mas a gente quer a solução. Tiraram o outro ônibus que estava irregular e agora a gente está prejudicado”, disse Edicelma Maria Andrade de Souza, costureira.

Em nota, a Prefeitura de Campos informou que o diretor técnico do Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT), Alexandre Oliveira, foi à localidade na semana passada por solicitação dos moradores que reclamaram das condições dos ônibus. Durante a fiscalização, o IMTT fez a apreensão de quatro carros que não ofereciam segurança para população. Os ônibus foram vistoriados e voltam a circular ainda hoje. A demora e a lotação se deve pela diminuição dos carros por conta da apreensão.

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