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População diz que transporte é precário e não há posto de saúde e escolas.

Situado no distrito de Goytacazes, o Parque Saraiva recebeu a visita da equipe da Folha no último dia 30 de janeiro. Ontem,  no retorno da reportagem, os moradores disseram que os problemas são os mesmos. Segundo eles, no bairro não há posto de saúde, escolas e creche. A população reclamou também do transporte público e do policiamento, que são deficientes, das ruas esburacadas, dos terrenos baldios sujos e da praça que necessita de uma reforma urgente.

A falta de ônibus e de um poliamento ostensivo, no entanto, lideram as queixas. Segundo os moradores, os ônibus não passam nas ruas do bairro e as pessoas precisam andar mais de um quilometro para conseguir transporte, indo até Goytacazes. Com relação ao policiamento, a população disse que as viaturas da Polícia Militar só passam pelo local quando acontece algum crime.

– Por causa do tempo que gastava pra chegar ao ponto de ônibus, fui “forçado” a mudar de endereço. Antes morava no final da rua e me mudei para o início dela por falta de ônibus. É um absurdo. À noite, ficamos com medo de sair de casa por causa da violência – disse o motorista, Alex Sandro Tavares da Silva, 45 anos.

Quanto ao transporte público, na última visita ao bairro, a Empresa Municipal de Transporte (EMUT) informou que iria fazer um levantamento de frequência dos horários dos ônibus que atendem ao bairro e se eles estavam sendo compridos com regularidade. Ontem, a EMUT informou que vai mandar um fiscal ao local para checar a pendência.

Em relação ao policiamento, em janeiro, o comandante do 8º Batalhão9 de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Lúcio Flávio Baracho, informou que estava sendo elaborado um novo planejamento operacional, a ser colocado em prática em março. Ontem, o comandante disse que o poliamento ostensivo vem sendo feito no Parque Saraiva, como também no distrito de Goitacazes.

Segundo ele, as denúncias pela população são também importantes para a eficácia do serviço.

– As pessoas que se sentirem inseguras ou ameaçadas devem fazer sua denúncia junto ao órgão para que a gente saiba o que está  acontecendo – afirmou Baracho.

 

Moradores pedem UBS, escola e creche.

Os moradores reclamaram também da falta de um posto de saúde, escolas e creche. Segundo eles, o bairro contava com uma creche, mas a mesmo teria sido transferida para o distrito de Goytacazes.

– Não temos nem gosto de morar aqui. Vivemos tristes e o bairro está há mais de quatro anos sem receber nenhuma melhoria. Se tivéssemos uma escola aqui, nossos filhos não iam precisar se deslocar para um bairro distante. Quanto ao atendimento médico, um posto de saúde seria primordial para o bairro. Quando adoecemos temos que procurar médicos em outros bairros – disse a doméstica Marinalva Barreto, 38 anos.

Em janeiro, a assessoria de comunicação da Prefeitura informou que a população deve procurar pelos serviços preteridos do distrito de Goytacazes, que é próximo. Ontem, a resposta foi a mesma. A secretaria de Saúde completou dizendo que as UBSs são implantadas a partir de exigência do Ministério da Saúde, que são feitas por território e que as unidades atendem de acordo com o número específico de moradores.

Fonte: Folha da Manhã

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