Paralisação de 24h do Judiciário nesta quarta

Sem reajuste salarial desde 2014, servidores do Judiciário do Estado do Rio de Janeiro programaram uma paralisação de advertência de 24h, nesta quarta-feira, para chamar atenção para melhorias para a classe. Em Campos, de acordo com o diretor regional do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro (SindJustiça), Aurélio Lorens, cerca de 580 servidores estarão com os trabalhos suspensos. Entretanto, em respeito ao artigo 14 da lei 7.783/89 (Lei de Greve), 30% dos serviços serão mantidos, assim como os mandados de pagamento de honorários.

Segundo o SindJustiça, em carta aberta publicada nesta segunda na internet, os servidores do Judiciário negociaram nova ordenação salarial com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) durante a data-base da classe, em setembro. No entanto, um mês após o fechamento do acordo trabalhista entre os servidores e o TJRJ, a combinação não teria sido cumprida.

De acordo com informações do sindicato, representantes da presidência do órgão foram comunicados sobre o ato e, caso o Tribunal não cumpra o acordo que assumiu com a categoria, os servidores do Judiciário entrarão em greve por tempo indeterminado a partir da próxima quarta-feira. “Os servidores estão sem reajuste salarial desde 2014, período em que a inflação passou de 20%. Alguns estão recebendo os seus salários parceladamente até hoje. O décimo terceiro salário de 2015 foi um pesadelo e neste ano não será diferente”, apontou o SindJustiça.

O sindicato ainda reiterou a validação da greve e pediu a compreensão de todos neste período de paralisação. “Temos a honrosa missão de atender a população. O reajuste salarial é um direito constitucional, assim como a saúde, educação e segurança, que vêm sendo negadas à população, infelizmente sob a omissão da maioria. A Constituição deve ser cumprida, principalmente pelo governo, como exemplo. E se não lutarmos por isso, ninguém o fará por nós. Contamos com a compreensão de todos e com o bom senso por parte do Tribunal. Não há como levar justiça à população sendo injusto com os seus próprios servidores”, finalizou a carta do SindJustiça.

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