Em Davos, Moro fala sobre corrupção mas evita comentar caso Queiroz

Ministro da Justiça rejeitou a ideia de que o governo Bolsonaro possa fazer populismo sobre o assunto.


O ministro da Justiça do Brasil, Sergio Moro (ao centro), participa de painel durante o Fórum Econômico Mundial (WEF)
Foto: FABRICE COFFRINI / AFP

O ministro da Justiça do Brasil, Sergio Moro (ao centro), participa de painel durante o Fórum Econômico Mundial (WEF) Foto: FABRICE COFFRINI / AFP

DAVOS, SUÍÇA — O ministro da Justiça, Sergio Moro, rejeitou nesta terça-feira eventual percepção de que o governo Jair Bolsonaro pode fazer populismo sobre corrupção e defendeu um pacto empresarial no Brasil contra subornos. Em sua primeira participação no Fórum de Davos, na sessão sobre como empresas, governos e sociedade civil podem restaurar a integridade e confiança nas lideranças, Moro foi incisivo ao criticar a cultura da corrupção no Brasil.

No debate, o professor suíço Mark Pieth, que participa de ações da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) contra suborno, disse que sentia um certo desconforto com governos populistas que acenam com a bandeira de combate à corrupção e, uma vez eleitos, não fazem nada contra, decepcionando os eleitores. Ele citou como exemplo Silvio Berlusconi, da Itália.

A representante de Transparência Internacional, Delia Ferreira Rubio, acrescentou que “‘populistas tomam a narrativa da corrupção, mas não tem uma agenda real, só o discurso contra a corrupção”. No debate, Moro observou que a situação com Berlusconi era diferente, porque ele sequer respeitava a separação de poderes e estava envolvido em muitos casos.

Caso Queiroz

Mais tarde, ao ser indagado sobre o risco de o governo Bolsonaro ser afetado por investigações em torno de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flavio Bolsonaro, o ministro foi incisivo.

— O governo tem discurso forte contra a corrupção e vem adotando práticas sobre algo que não foi feito em 30 anos no Brasil, que é não vender posições ministeriais na barganha pelo poder. E nomeou pessoas técnicas. O compromisso do governo é forte contra a corrupção— disse Moro.

Sobre o caso Queiroz, Moro retrucou:

— Não me cabe comentar sobre isso, mas as instituições estão funcionando.

Em sua participação no debate, Moro destacou que o Brasil é um bom exemplo de como a corrupção generalizada mina a confiança. Ele relatou que pagar propinas tinha se tornado um comportamento normal e que os envolvidos costumavam dizer que era a “regra do jogo”. Moro destacou também que o Brasil tem tradição de impunidade contra corrupção. Mas algo mudou no Brasil, segundo ele.

— Mas precisamos de uma reforma geral para reduzir incentivos à corrupção.

Segundo o ministro, setor privado precisa se unir para evitar irregularidades.

— A corrupção generalizada foi ruim não apenas para a confiança pública, como também minou a competição leal no mercado — apontou o ministro. — Empresas pagaram propina para obter vantagens em contratos públicos. O setor público tem grande responsabilidade nisso. E o setor privado deve também se unir para censurar os que tomam passos errados— afirmou.

Moro mencionou iniciativa na Sicília quando um grupo de empresas se uniu para recusar pagamentos à Máfia.

—Talvez algo assim poderia funcionar no Brasil, para assegurar concorrência leal — disse.

Indagado se apresentaria algo nesse sentido, Moro confirmou o interesse em impulsionar “um pacto empresarial contra a corrupção”. Ele ressalvou que pode estimular, pelo discurso, mas não há plano concreto ainda sobre como o governo pode levar a iniciativa adiante.

Participantes do debate em Davos destacaram a importância da tecnologia para denunciar subornos. O sentimento geral é de que a transparência nos setores público e privado é essencial na luta contra a corrupção.

https://oglobo.globo.com/brasil/em-davos-moro-fala-sobre-corrupcao-mas-evita-comentar-caso-queiroz-23391239

COMO O BRASIL LIDA COM OS REFUGIADOS?

Em linhas gerais, o Brasil segue a Convenção de 1951, o principal documento sobre o tema. Estima-se que atualmente o país tenha mais de 8 mil refugiados, segundo dados do Conare. O país é considerado pelo ACNUR como um pioneiro na proteção internacional dos refugiados, sendo o primeiro país do Cone Sul a ratificar a Convenção, em 1960, e a integrar o comitê executivo da organização. Já na legislação interna, temos a Lei 9.747, de 1997, que reafirma as definições da Convenção e garante aos refugiados os mesmos direitos que qualquer outro estrangeiro no países.

O país recebe muitos elogios pelo seu tratamento com os refugiados. A política de portas abertas para os sírios foi mencionada como “uma importante mensagem humanitária e de direitos humanos” por um representante do ACNUR. Além disso, o país conduz importantes programas de reassentamento de refugiados, que é quando um terceiro país acolhe refugiados que foram recusados pelo país acolhedor e que não podem retornar aos países de origem. O ACNUR também aponta que o Brasil é um dos poucos países na América do Sul que dispõe de um programa de reassentamento dirigido especificamente a refugiadas em situação de maior vulnerabilidade. Nos últimos três anos, cerca de 120 mulheres foram reconhecidas como refugiadas ou reassentadas devido a perseguição por motivos de gênero ou por situação de risco.

Ainda assim, falta um plano de ação para lidar com os refugiados sírios após sua chegada no país. Um dos sinais disso é que o governo brasileiro tem cadastrado famílias sírias no programa Bolsa Família, que é originalmente voltado a famílias brasileiras em situação de miséria. Cerca de 400 sírios recebem o auxílio atualmente, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Cabe à sociedade também acolher essas pessoas e conhecer melhor a situação delas para evitar que sofram preconceitos e discriminação.

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Saúde Pública atual no Brasil

É preocupante o estado em que se encontra a saúde pública no Brasil, um descaso por parte das autoridades competentes faz com que muitas pessoas sofram na espera de uma consulta e até mesmo medicações.  Muitos pacientes que dependem da saúde pública acabam morrendo em filas de transplantes e até mesmo em corredores por falta de atendimento básico necessário.

Devido aos altos índices de desvio de verbas públicas destinadas para a saúde pública brasileira, muitos acabam se prejudicando e infelizmente é o povo carente que vota em pessoas desleais que prometem muito e não fazem nada. Segundo o ministério da saúde o índice de desempenho do SUS mostrou que o maior problema do país é o acesso ao atendimento, pessoas tem dificuldade de conseguir consultas e até mesmo pronto atendimento em caso de emergências. A nota concedida através de pesquisas foi indicativa entre 0 á 10 e a saúde pública ganhou nota 5,4 segundo pesquisas. Nota que muitas pessoas consideram erradas, pois para que o valor da nota ser merecida o Brasil teria que ter melhorias em todo o país principalmente nas regiões mais pobres.

O nosso país infelizmente é precário em questão de saúde pública, fazendo-se necessárias várias mudanças que o estado não provém para os cidadãos, para que os brasileiros tenham uma vida melhor, com mais expectativas será necessário que todos cumpram seu papel devidamente e que cobrem seus direitos como população, fazendo assim um país melhor para todos.

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Decretada situação de emergência em razão da epidemia de chikungunya em Campos-RJ

 

A Prefeitura de Campos decretou, nesta quinta-feira (05/07), situação de emergência no âmbito da Saúde Pública do município, em razão da epidemia de febre Chikungunya no município. O decreto, que foi publicado na página 2 do Diário Oficial (DO) de hoje, saiu uma semana após o poder público decretar, na sexta-feira (29/06), estado de epidemia em relação à doença. Segundo dados, Campos já conta com 2.365 mil casos de chikungunya através de análises clínicas, epidemiológicas e sorológicas registrados pela Diretoria de Vigilância em Saúde em todo município.

No decreto do DO, foi considerado a proliferação do mosquito transmissor do vírus da Dengue, Chikungunya e do Zika que assola o interior do estado do Rio de Janeiro; Considerou também que o Levantamento de Índice Rápido do Aedes Aegypti atingiu o índice de infestação predial de 6,1% (Alto Risco), o que significa alto risco para ocorrência de surto ou epidemia de arboviroses; Considerou ainda que a localização geográfica do município de Campos facilita a circulação do vírus e do vetor infectado.

O decreto diz também que há a necessidade de medidas urgentes e excepcionais a fim de evitar consequências graves no âmbito da saúde pública, ficando autorizado o remanejamento de servidores públicos e prestadores de serviço da Administração Direta e Indireta, para atender às demandas prioritárias da Secretaria Municipal de Saúde e do Centro de Controle de Zoonoses – CCZ, ficando, ainda, autorizadas a realização de horas extras pelos agentes de combate às endemias e as contratações emergenciais de pessoal que se fizerem necessárias, respeitando os princípios da moralidade, publicidade, legalidade, isonomia e interesse público. Também consta no decreto que o município de Campos deverá solicitar apoio ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, através da mobilização da Força Estadual de Saúde, bem como ao Governo Federal, para auxiliar no atendimento de saúde e no combate ao mosquito Aedes Aegypti durante o período de emergência.

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Saneamento básico no Brasil

O saneamento básico constitui-se como o conjunto de infraestruturas e medidas adotadas pelo governo a fim de gerar melhores condições de vida para a população. Compreendendo o conjunto de serviços estruturais de abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e limpeza e drenagem de lixo e águas pluviais urbanos.

Dados do Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE) afirmam que 98% da população brasileira possui acesso à água potável, mas cerca de 17% do total de domicílios não possui o fornecimento água encanada. Em uma divisão entre cidade e campo, vemos a diferença: 99% da população urbana tem acesso à água potável, enquanto, no meio rural, esse índice cai para 84%.

Já a população com acesso à rede sanitária é menor, o que revela o grande número de domicílios situados em localidades com esgoto a céu aberto. Além disso, cerca de 14% dos habitantes do país não são contemplados pelo serviço de coleta de lixo e 2,5% não contam com o fornecimento de eletricidade.

As desigualdades regionais nesses quesitos são marcantes. Enquanto as cidades mais desenvolvidas do país, como São Paulo e Rio de Janeiro, apresentam índices de tratamento de esgoto de 93%, outras capitais, como Belém (7,7%) e Macapá (5,5%), não gozam do mesmo privilégio.

Além disso, há também uma desigualdade intraurbana (ou seja, dentro das cidades), com ausência de serviços de água, esgoto e até eletricidade em periferias e favelas. O peso das taxas e impostos cobrados pelo Estado para a manutenção desses serviços não segue uma proporção devidamente estabelecida. Isso significa dizer que os valores cobrados pesam mais no bolso das populações mais pobres do que na população mais rica. Para a Organização das Nações Unidas, o ideal seria que essas cobranças não ultrapassassem 5% do orçamento familiar, o que não ocorre na maioria dos casos atualmente.

É necessário que O Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) seja realmente colocado em prática pelo estado, sem exceções para  que todos possam ter uma vida digna e um local em estado de habitação aceitável.

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Pilotar moto e manusear facas – o que fazer quando o sonambulismo se torna risco de morte

O sonambulismo pode ser inconveniente e embaraçoso, mas há casos como o da britânica Jackie em que esse comportamento pode ser extremamente perigoso.

O sonambulismo pode ser perigoso, mas um dos casos do neurologista Guy Leschziner levou o risco ao extremo: sua paciente Jackie chegou ao ponto de dirigir um carro e pilotar uma moto enquanto dormia.

Pouco depois de se mudar do Canadá para o Reino Unido, Jackie estava vivendo na casa de uma mulher mais velha quando ela lhe perguntou certa manhã: “Aonde você foi ontem à noite?”. Jackie respondeu que não havia ido a lugar algum, ao que a senhora respondeu que, sim, ela havia saído de moto.

Jackie ficou chocada e perguntou se tinha usado um capacete. “Sim, você desceu as escadas com seu capacete e saiu”, disse a mulher, acrescentando que ela havia ficado fora por 20 minutos.

Jackie não tinha qualquer lembrança de seu passeio noturno, porque não estava acordada quando fez isso. Não havia qualquer pista de que ela havia saído, porque a moto estava parada exatamente no mesmo lugar onde ela a havia deixado da última vez que saíra acordada.

Quando era criança, Jackie não era a melhor pessoa com quem dividir uma barraca no acampamento da escola. “Eu rosnava. Devo ter feito isso tanto que assustou (as outras crianças), então, não me queriam por perto.”

Ela também dava bastante trabalho para os adultos que supervisionavam a viagem. “Levantava no meio da noite e caminhava até o rio, mata adentro, e, como eles não sabiam o que fazer, tinham de me pegar no colo e me levar de volta.”

Em casa, sua família já lidava há tempos com seus episódios de sonambulismo.

“Descia as escadas até a sala. Isso assustava minha mãe. Meu pai me pegava pela mão e me levava de volta para cima e me colocava de volta na cama.”

Esse tipo de comportamento é comum na infância, assim como falar ou comer enquanto se dorme ou ter episódios de pânico noturno (quando a criança grita de forma descontrolada e acorda sem qualquer lembrança do que aconteceu). Como muitos adultos sabem, isso deixa os pais com medo. 

Para a maioria das crianças, ocorrências desse tipo, registradas fora da fase REM do sono, quando temos os sonhos mais vívidos, desaparecem com o passar do tempo. Mas, em até 2% dos casos, persistem na fase adulta, como no caso de Jackie.

Escapulidas

Ela reagiu à sua escapulida de moto dando as chaves do veículo para a dona da casa onde morava, pensando que assim o problema estaria resolvido. Mas estava equivocada.

 

Muitos anos depois, ela estava saindo de seu apartamento quando vizinhos perguntaram o que ela havia feito naquela madrugada em torno de 1h30 ou 2h da manhã. Ela respondeu que estava dormindo.

“Eles me disseram que eu estava saindo de carro quando chegaram. Não tinha ideia disso. Como havia feito com a moto, agora, estava dirigindo um carro.”

Novamente, ela havia estacionado exatamente no mesmo lugar, sem deixar vestígios de suas perambulações.

Ainda que o episódio com a moto tivesse ocorrido num passado distante, ela havia pouco antes caminhado enquanto dormia pelos corredores de um cruzeiro. Para evitar acidentes, entregou as chaves na mão de um membro da tripulação, que a trancava à noite e abria a porta pela manhã.

Também já havia saído sonâmbula nas primeiras horas da manhã para andar na enseada da cidade onde morava, Seaford, no sul da Inglaterra. 

A ideia de dirigir por aí enquanto dormia, colocando a si própria e aos outros em risco, a preocupava muito, a ponto de pedir ajuda ao neurologista Guy Leschziner. O que explicaria esse comportamento incrivelmente complexo, que parece emergir durante seu sono profundo?

‘Sono localizado’

Sabe-se há anos que certos animais, como golfinhos, focas e pássaros, são capazes de adormecer apenas metade do cérebro de cada vez, o que permite que nadem ou voem enquanto estão inconscientes.

Em humanos, isso não acontece, mas sabemos que diferentes partes do cérebro podem estar acordadas e adormecidas ao mesmo tempo. Quando nos privamos de sono, ocorre em pequenas áreas do córtex cerebral, a superfície externa do órgão, o chamado “sono localizado”, uma atividade elétrica que corresponde à do sono.

Estudos com sonâmbulos mostram que as regiões cerebrais que controlam a visão, movimento e emoção parecem estar despertas, enquanto as áreas relacionadas a memória, tomada de decisão e pensamento racional parecem permanecer em sono profundo.

Esses resultados explicam em certa medida por que sonâmbulos aparentam estar acordados – com os olhos abertos, falando e realizando tarefas difíceis, como pilotar uma moto –, mas se comportam de forma estranha e não têm memória alguma ou limitada do que ocorreu.

Como muitos aspectos do sono, isso provavelmente tem uma origem genética. Muitos pacientes de Leschziner no Hospital de Distúrbios do Sono têm um histórico familiar de episódios de sonambulismo, e pesquisas preliminares já identificaram áreas do genoma que podem estar envolvidas.

Estratégias

Jackie buscou tratamento enquanto, ao mesmo tempo, elaborou formas de lidar com sua condição. Primeiro, tentou pendurar um grande sino na maçaneta da porta de casa, mas isso não funcionou. Seu parceiro, Ed, tem um sono tão pesado que não acordava com o barulho. Ela mesma tampouco.

A britânica investiu, então, em um cofre com temporizador. Toda noite ela colocava ali suas chaves, e o cofre só destravava às 6h da manhã. Ela deixou um outro conjunto de chaves com um vizinho para o caso de alguma emergência. Essa estratégia funcionou e a impediu de sair de casa no meio da noite. 

Na maioria das vezes, sonambulismo é algo inconveniente ou embaraçoso. As pessoas podem fazer ligações ou mandar mensagens no meio da noite, ou saírem para andar completamente nuas, ou cozinhar enquanto dormem.

“Conheço uma pessoa que se levantava toda noite, cantava o hino nacional e se deitava de novo”, diz Meir Kryger, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos. Mas outros episódios podem ser mais sérios e, em certos casos, muito perigosos.

“Tememos que, quando uma pessoa se comporta assim, ela possa entrar em um carro, sair perambulando por aí ou manipular objetos como facas”, diz Kryger.

Para a maioria das pessoas, o sonambulismo é algo bem menos dramático, e lidar com isso é relativamente simples. Esse tipo de comportamento é mais provável quando ocorrem simultaneamente qualquer coisa que gere interrupções frequentes do sono, como apnéia, uma condição em que as vias aéreas ficam obstruídas.

Então, ao melhorar a qualidade do sono ou tratar o motivo dessas interrupções constantes, o quadro tende a melhorar. Ocasionalmente, casos mais graves podem ser medicados. Naqueles como o de Jackie e seu cofre, precauções simples podem fazer uma grande diferença.

Estar dormindo ou acordado costumavam ser considerados estados binários e excludentes entre si. O sonambulismo mostra que não é bem assim. Na verdade, são estados localizados em extremidades opostas de um espectro. Nosso comportamento, memória e habilidades dependerão de onde nosso cérebro está nessa faixa de possibilidades.

Quando há privação de sono e nossos cérebros têm áreas que aparentam estar em sono profundo enquanto estamos acordados, isso pode explicar por que não conseguimos pensar direito. E, quando estamos dormindo profundamente e partes de nossos cérebros têm um atividade igual à de quando estamos despertos, isso pode explicar porque nos comportamos de forma bizarra no meio da noite.

Fonte: G1

Doenças relacionadas à gripe matam até 650 mil pessoas por ano no mundo, dizem OMS e CDC

Maioria das mortes ocorre em pessoas com mais de 75 anos, mas há risco aumentado também para pacientes de outras condições, como doenças cardiovasculares e diabetes.

Doenças respiratórias associadas à gripe sazonal matam até 650 mil pessoas por ano, dizem estimativas da Organização Mundial de Saúde e do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC).

O número representa um aumento nas estatíscas anteriores, feita há mais de dez anos, quando até 500 mil pessoas morriam por ano.

A maioria das mortes ocorre em pessoas com mais de 75 anos e em países mais pobres, como regiões da África subsaariana e do sudeste asiático.

Segundo a OMS, quase todas as mortes relacionadas à gripe em crianças com menos de cinco anos ocorrem em países em desenvolvimento.

Diabetes e doenças cardiovasculares empurram números

Segundo a OMS, o risco de morte relacionada à gripe aumenta quando ela é associada a outras condições, como doenças cardiovasculares e diabetes.

Pacientes diabéticos morrem mais em períodos de epidemia de gripe. Por isso, algumas organizações de saúde no mundo, como a American Diabetes Association, também recomendam a vacinação para diabéticos.

Já na doença cardiovascular, além da gripe levar a mais complicações nesses pacientes, a condição respiratória também pode aumentar o risco de desenvolver a doença.

A ação inflamatória da gripe aumenta o risco de coágulos que bloqueiam a passagem do sangue, o que pode levar ao infarto e outras complicações.

Por esse motivo, de acordo com entidades, a confluência dessas condições deve aumentar o número de mortes nos próximos anos.

Fonte: G1

Uso de medicamentos é a principal causa de intoxicação, aponta Unicamp

Dados do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) da Unicamp, em Campinas, também apontam outros quatro maiores causadores de intoxicação. Crianças e idosos são as principais vítimas.

O uso de medicamentos responde pela maioria dos casos de intoxicação, de acordo com um levantamento feito a partir dos atendimentos no Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) da Unicamp, em Campinas (SP), que é referência no Brasil. O consumo de remédios corresponde a 33,62% das ocorrências, mais que o dobro, por exemplo, dos atendimentos por picadas de animais peçonhentos e consumo de produtos químicos.

As principais vítimas são crianças e idosos; e medicações populares, como antitérmicos, estão entre as substâncias responsáveis pelas ocorrências.

O estudo foi feito com base nos 5.420 atendimentos realizados no Ciatox em 2017, sendo 1.822 só relacionados à ingestão de remédios. Consultas ao centro podem ser feitas, inclusive, pelo telefone (19) 3521-7555.

Outras quatro causas de intoxicação foram apontadas pelo Ciatox: animais peçonhentos/venenosos, produtos domissanitários (detergentes, alvejantes, removedores e afins), produtos químicos residenciais ou industriais e animais não peçonhentos/não venenosos. Veja no gráfico, abaixo:

Cinco principais causas de intoxicação
Uso de medicamentos lidera número de atendimentos
Medicamentos: 33,62 %Animais peçonhentos/venenosos: 16,22 %Produtos domissanitários: 14,08 %Produtos químicos residenciais ou industriais: 6,13 %Animais não peçonhentos/não venenosos: 6,09 %Outros: 23,86 %

Medicamentos
Número de atendimentos 33,62 %
Fonte: Ciatox – Unicamp

Remédios que merecem atenção

Ronan José Vieira, um dos fundadores do Ciatox, ressalta que as intoxicações por medicamento predominam em todo o mundo. Ele destaca o uso de anticonvulsivantes, drogas de efeito no sistema nervoso central, ansiolíticos e drogas para melhorar o estado de humor, mas também alerta para remédios mais populares.

 “Anti-inflamatórios, medicamentos para dor, hipnóticos provocam intoxicações, e também os antitérmicos, que podem dar intoxicação”, afirma Vieira.

Automedicação

Vieira afirma, ainda, que a automedicação é uma das preocupações, assim como as tentativas de suicídio, por conta das superdosagens.

“As [intoxicações] de automedicação têm conveniências, efeitos e interação com outros medicamentos. Se ele, às vezes, dá problema mesmo receitado criteriosamente, usando amadoristicamente é muito mais comum haver problema mais grave e mais frequente”, explica.

Além disso, ele alerta que a automedicação mascara os sintomas e dificulta o diagnóstico correto.

A psiquiatra e neurologista Silvia Stahlmerlin explica que, no caso da automedicação, os efeitos podem ocorrer aos poucos.

“Normalmente começa com alguma confusão mental, a pessoa fica mais lentificada, começa a falar coisas sem sentido, alterações da pupila, fica pequena ou grande, a pressão cai ou aumenta demais, sudorese, calafrio, mal estar e, às vezes, diarreia e vômito”, ressalta a médica.

 
Automedicação preocupa, mas tentativa de suicídio causa mais alerta sobre risco de intoxicação, afirma Ciatox da Unicamp (Foto: Reprodução/EPTV)
Automedicação preocupa, mas tentativa de suicídio causa mais alerta sobre risco de intoxicação, afirma Ciatox da Unicamp

Crianças e idosos

Segundo o fundador do Ciatox, as crianças são vulneráveis à intoxicação de medicamentos por ingestão acidental, principalmente no período de férias, pois a criança tende a ter mais tempo em casa para procurar e ter acesso às substâncias.

No caso dos idosos, Vieira afirma que muitas vezes a ingestão também ocorre acidentalmente, pois, além de usarem muitos remédios, têm o hábito de tomá-los à noite e podem consumir de forma errada.

“De maneira geral, o medicamento não deve ficar disponível a crianças. Não é só colocar [no] alto porque ela é capaz de procurar. É preciso ficar de fato trancado, em local não acessível”, alerta.

Ele também orienta que as pessoas evitem guardar medicamentos que não foram utilizados completamente, até por perderem a validade e o paciente pode não perceber. “A disponibilidade estimula o uso inadequado”.

Dobro da dose

Em Campinas, a mãe de uma criança autista acabou dando o dobro da dose de um calmante recomendada ao filho. Ela se confundiu após o médico mudar a dosagem.

“Ele ficou dopado. Ficou parado sem reação, bem dopado mesmo. Eu comecei a achar estranho o comportamento, porque ele estava muito quieto. O médico falou que, nesses casos, como a dosagem foi muito alta, acabou tendo reação”, conta a dona de casa Luana Santini.

Fonte: G1

 

Dieta mais saudável contribui para a saúde do meio ambiente em países ricos, diz estudo

Diminuição dos gases causadores do efeito estufa e menor uso do solo, com preservação de vegetação nativa, explicam a relação, relatam pesquisadores.

Uma dieta mais saudável em países ricos contribui para a redução de gases causadores do efeito estufa, diminui o uso do solo e corta taxas de eutrofização (quando o excesso de matéria orgânica na água a polui).

Estudo publicado no PNAS analisou dados de 37 paises (64% da população global). Para chegar aos resultados, pesquisadores compararam a adoção de dietas recomendadas por órgãos de saúde com impactos ambientais. A pesquisa teve como primeiro autor Paul Behrens, da Universidade de Leiden (Holanda).

A partir da comparação, pesquisadores encontraram que a adoção da dieta em países de renda alta contribuiu para uma diminuição de 13% a 24% de gases causadores do efeito estufa; de 9,8% a 21,3% em eutrofização; e de 5,7 a 17,6% de uso do solo.

Já nos países de renda média alta, as diminuições foram, respectivamente, de 0,8 a 12,2%; de 7,7 a 19,4%; e de 7,2% a 18,6%. Foi considerado como ponto de partida para o estudo o momento imediatamente anterior à adoção das diretrizes dietéticas em cada país.

O Brasil, por exemplo possui uma diretriz do Ministério da Saúde para a nutrição, primeiramente publicada em 2006: o “Guia Alimentar da População Brasileira”. No guia, que tem a última edição de 2014, há indicações para que a alimentação tenha como base alimentos frescos (frutas, carnes, legumes) e minimamente processados (arroz, feijão e frutas secas).

Também há recomendações para que o brasileiro evite, ao máximo, os alimentos ultraprocessados, como macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote e refrigerantes.

Efeito nos países pobres depende das diretrizes 

Na Índia, preocupação com subnutrição faz com que diretrizes tenham mais calorias e recomendem consumo de carte (Foto: Sajjad Hussain/AFP)

Segundo o estudo, a maioria das recomendações dietéticas no mundo recomenda reduções de açúcar e óleos. Quanto à ingestão de calorias, as taxas variam: na Índia, a recomendação é de maior ingestão de caloria — enquanto os Estados Unidos focam em redução.

Também em países mais pobres, como Índia e Indonésia, há a recomendação para o aumento do consumo de carne (ao contrário do restante do mundo, que possui tendência de diminuição do consumo). Ainda, em regiões de renda baixa, há preocupações com subnutrição em algumas — o que justifica a adoção de diretrizes com maiores calorias.

Ainda, talvez seja essa variação na recomendação que tenha levado a uma tendência oposta nos efeitos das recomendações dietéticas em países mais pobres — neles, a adoção das diretrizes contribuiu para um aumento na produção de poluentes: de 12,4 a 17,0% nos gases causadores de efeito estufa; de 24,5 a 31,9% na eutrofização; e de 8,8 a 14,8% no uso do solo.

Produtos de origem animais poluem mais

Opção pela pecuária extensiva contribui para as emissões de gases causadores do efeito estufa no Brasil (Foto: Reprodução/TV Fronteira)
Opção pela pecuária extensiva contribui para as emissões de gases causadores do efeito estufa no Brasil 

Pesquisadores mostram que produtos de origem animal (carne, peixe e derivados do leite) estão mais frequentemente associados à poluição do meio ambiente. Eles respondem por 22% da emissão de gases causadores do efeito estufa em países pobres; por 65% em países de renda média alta; e por 70% em países de renda alta. 

O estudo cita que países como o Brasil e a Austrália distoam do restante do grupo ao qual pertencem, com emissões ligadas à dieta cerca de 200% maiores que a média do grupo. “Isso acontece provavelmente pelo alto consumo de carne”, escreveram.

Produtos de origem animal costumam ter impacto mais alto pelo desmatamento para as pastagens, que libera CO2 para atmosfera e pelos gases emitidos como produto da digestão desses animais.

No Brasil, estudo já demonstrou que metade das emissões são provenientes da pecuária. Além do consumo de carne, o estudo do PNAS também aponta para a predileção pela pecuária extensiva (que utiliza maiores áreas) no país como um dos fatores que contribuem para as emissões.

Fonte: G1