O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal de Campos, iniciou no domingo (3) uma operação conjunta com a Delegacia de Roubos e Furtos de Eunápolis (Bahia), a partir de uma denúncia de estelionato, lavagem de dinheiro e diversas outras fraudes praticadas por uma organização criminosa na Bahia. Uma empresa sediada em Campos teria caído no golpe pela internet, praticado pela organização criminosa, com perdas superiores a R$ 50 mil. Quatro criminosos foram presos no município de Eunápolis, na Bahia.

A organização, que se identificava como a empresa de fachada Grau Master Construções, teria adulterado a escrituração contábil e apresentado documentos que demonstrariam um vasto patrimônio e ótimas relações comerciais, inclusive a partir de notas com fornecedores nacionais, a exemplo de uma nota fiscal expedida pela Votorantim. Após solicitar o cadastro como cliente e obter a aprovação do crédito junto à empresa campista, a partir das boas referências, o “dono” da Grau Master passou a fazer pedidos comerciais, todos com pagamentos a prazo, e a recebê-los em Eunápolis e Itabela, municípios localizados na Bahia.

No último sábado (2), dois dias antes da última entrega prevista, o empresário campista percebeu que era vítima de um golpe pela internet ao checar o elevado número de consultas ao Serasa e suspeitar da apresentação de nota fiscal falsa da Votorantim, por ocasião do cadastro. O empresário procurou o plantão do MPRJ no último domingo e entregou ao promotor Fabiano Rangel Moreira a documentação necessária.

Após análise do material, o promotor confirmou a hipótese de estelionato em andamento e, juntamente com as autoridades do Estado da Bahia, montou uma operação no mesmo dia. Até o momento, três criminosos foram identificados e presos em Eunápolis. Existe a possibilidade do envolvimento de outros, inclusive comerciantes locais. A operação continua em andamento na cidade e outros envolvidos estão sendo identificados nos depoimentos dos criminosos presos.

Segundo o promotor Fabiano Rangel Moreira, a pena somada dos crimes praticados pode chegar a mais de 20 anos de prisão. “As evidências indicam que a quadrilha praticou o mesmo golpe em outros locais e Estados da Federação, especialmente São Paulo e Minas Gerais, atingindo algumas dezenas de empesas”, afirmou. Também foram aplicados golpes nos estados do Espírito Santo, Goiás, Rio Grande do Sul e Paraná.

Fonte: Folha da Manhã

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