Ação ocorre no Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia e Maranhão.

Subiu para 44 o número de presos durante a operação “Dedo de Deus” realizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público (MP-RJ) para prender suspeitos de envolvimento com o jogo do bicho no Rio e em outros 3 estados.

A informação foi divulgada pela polícia  na noite de ontem (15/12). Foram cumpridos 39 mandados de prisão; outros cinco suspeitos foram presos em flagrante.

De acordo com a Polícia Civil, dos 44 presos, 36 foram localizados no Rio de Janeiro, um na Bahia, outro no Maranhão e mais um em Pernambuco.

Entre os presos, há dois policiais militares e um guarda municipal de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Um policial civil ainda está foragido, segundo a polícia.

A operação foi iniciada logo cedo, com agentes descendo de rapel do helicóptero da Polícia Civil em uma cobertura que seria de um contraventor, na Avenida Atlântica, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. No apartamento triplex, o luxo está por toda parte, com jardins suspensos, piscina e até cascata. O símbolo da escola de samba Beija-Flor decora o azulejo no piso da piscina, além de paredes no interior do apartamento.

Cerca de 1 mil agentes
Cerca de mil homens civis participam da operação, entre policiais civis e agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado  do MP (Gaeco). Ação também acontece em Pernambuco, Bahia e Maranhão. Helicópteros dão apoio aos agentes que cumprem 60 mandados de prisão e pelo menos 120 mandados de busca e apreensão em residências, construtoras, empresas que fabricam artigos eletrônicos, gráficas, fazendas, sítios e  hotéis.

Investigações começaram há um ano
As investigações da Corregedoria da Polícia Civil começaram há um ano. Nesse período, os agentes monitoraram a instalação de máquinas eletrônicas de cartões de crédito no mercado clandestino das apostas. Segundo a polícia, empresas faziam a instalação, manutenção e treinamento dos anotadores do jogo do bicho.

Segundo a polícia, um homem que seria responsável por fornecer e distribuir os talões usados por anotadores do jogo do bicho no Rio foi localizado numa gráfica em Pernambuco. Ele e a dona da gráfica tiveram mandados de prisão expedidos pela Justiça.

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