Por Alexandre Bastos, em 14-06-2011 – 23h06

A vereadora Ilsan Viana (PDT) cobrou na sessão de hoje (14) uma série de informações sobre a relação entre a Prefeitura de Campos e as empresas de ônibus. Porém, ficou só na cobrança. A bancada governista, liderada por Jorge Magal, votou contra o requerimento apresentado pela pedetista. Segundo Ilsan, a situação é grave. “Todo mundo sabe que a maioria das concessionárias não cumprirá o Decreto da prefeita. Tanto que o Sindicato dos empresários do setor já buscou amparo judicial contra o decreto. Há dois anos que o dinheiro público, em Campos, subsidia a passagem. A situação é grave e vai exigir uma tomada de posição por parte da administração municipal e é exatamente aí que mora o perigo”, disse Ilsan, deixando algumas dúvidas no ar. “Há rumores que a prefeita pretende autorizar empresas de fora a explorarem as linhas em caráter precário, na medida que houver suspensão da empresa que descumpriu o decreto. Essa prática foi usada no verão para cobrir o grande volume de passageiros em direção a praia do Farol de São Tomé. O modelo foi muito controvertido e gerou muita suspeição. Não houve, por exemplo, um mecanismo eficaz de controle de passageiros, aferição indispensável para o repasse do dinheiro público que complementa o valor da passagem”, diz a pedetista.

Magal rebate — Para o vereador Magal, o pedido de Ilsan, que só recebeu o apoio de  Rogério Matoso e Odisséia, não tinha cabimento. “Ela quer cobrar sobre um Decreto que já foi suspenso pela Justiça. Além disso, nos governos passados não falava nada sobre as carroças que andavam pela nossa cidade. O Cartão Cidadão beneficia mais de 300 mil pessoas”, defendeu Magal antes de solicitar que a bancada governista votasse contra o pedido de Ilsan.

Ilsan refresca a memória de Magal — Ao notar que Magal citou os governos passados, Ilsan rebateu. “Não entendo o vereador. Se ele estiver se referindo ao governo do ex-prefeito Arnaldo Vianna, é bom lembrar que ele era vereador e poderia ter feito os questionamentos naquela época. Porém, achava tudo muito bom. Então, pode ser que no futuro ele fale mal do atual governo”, alfinetou Ilsan.

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