Países superam Brasil quando o assunto é educação.

No Brasil, não tem lugar na cabeça das lideranças políticas, salvo raras exceções, a necessidade da mais absoluta prioridade para a educação.

Os protestos de estudantes no Chile são reações ao projeto do presidente Sebastián Piñera de privatização do ensino. Chama atenção a participação dos jovens no Chile, país que tem um alto nível de educação, assim como a Argentina e o Uruguai.

Atrás desse alto nível, tem um mesmo homem: chama-se Domingo Faustino Sarmiento. Depois de mostrar no Chile e no Uruguai que só há futuro com prioridade na educação, ele foi presidente da Argentina e lá fez uma revolução educacional em meados do século 19. No Brasil, a gente está esperando essa revolução e só fazem reforminhas.

No Chile, o Estado deixou a oferta de educação mais fechada. É contra isso que estudantes, pais e professores se mobilizam, sem descanso, há mais de três meses a despeito da repressão policial e centenas de prisões. Querem educação gratuita e de qualidade e que seja proibido o lucro nas universidades privadas. Ou seja, educação não é comércio. Acesso e qualidade são o que querem, numa mobilização maciça, os estudantes chilenos.

No Brasil, não tem lugar na cabeça das lideranças políticas, salvo raras exceções, a necessidade da mais absoluta prioridade para a educação. Sem educação, não há futuro. Há uma clara percepção de que estamos ficando cada vez mais atrás dos Bric (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia e China) por falta de formação.

Outro dia, uma autoridade federal disse que temos musculatura para enfrentar a crise financeira mundial. O problema é que nos faltam neurônios. A queixa geral dos empresários é a falta de preparo dos candidatos a vagas. Temos algumas ilhotas de excelência, mas isso não basta. Países que estavam atrás do Brasil há 50 anos hoje nos superam de longe, como Coreia do Sul e China, porque investiram macicamente em educação.

Na mobilização, o Chile nos ganha longe. No Brasil, há menos de um mês foi convocada pelas redes sociais e pela internet uma passeata pela qualidade em educação. Na capital do país, a manifestação não chegou a reunir cem pessoas.

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