Smartphones e tablets facilitam a vida destes contribuintes, diz Fisco.
Segundo especialista, lan houses, cyber cafés e até telefone são opções.

Com o fim do recebimento da declaração do Imposto de Renda nas unidades da Receita Federal, nas agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal neste ano, os contribuintes passaram a ter só uma forma de preencher e enviar o documento ao Fisco: por meios eletrônicos. Mas como fica a situação de quem não tem computador e internet em casa?

Para o supervisor nacional do Imposto de Renda da Receita Federal, Joaquim Adir, isso não é um problema para as pessoas. “Quem não tem computador, tem smartphone. Quem ganha R$ 25 mil no ano [e, com isso, está obrigado a entregar a declaração do IR em 2014], o que dá R$ 2 mil e pouco por mês, vive em um ambiente com computador e internet, ou pelo menos possui smartphone ou tablet”, afirmou ele.

Tablets e smartphones
O representante da Receita Federal lembrou que foi disponibilizada em 2014, desde o início do prazo legal, a entrega da declaração do Imposto de Renda por meio de tablets e smartphones – o que, até então, não era permitido. Segundo o órgão, 90% das declarações podem ser feitas nestes aparelhos.

O chamado “m-IRPF” é acionado por meio do aplicativo para pessoas físicas, disponível nas lojas de aplicativos Google play, para o sistema operacional Android, ou App Store, para o sistema operacional iOS. O download do aplicativo está disponível desde 6 de março.

Adir avaliou é possível enviar os dados mesmo sem banda larga em casa. “Aqui no Brasil, você tem internet a vontade. Em qualquer canto que você vê, tem internet. Você tem hoje com o smartphone internet de graça em muitos lugares. Chega ali e acessa. O uso de tablet e smartphone supera em muito o do antigo disquete [que até o ano passado podia ser levado a bancos para a transmissão da declaração do IR]”, acrescentou Joaquim Adir.

Lan houses, cyber cafés e telefone
Outra opção do contribuinte, de acordo com Welinton Mota, diretor da Confirp Contabilidade, é procurar as chamadas “lan houses” e “cyber cafés” – que cobram pelo uso do computador de acordo com o tempo de utilização – ou até mesmo passar as informações por telefone para alguém que tenha computador com internet.

“Quem não tem computador com internet, tem que ficar alerta. A sugestão é separar toda a documentação e procurar com antecedência um profissional (contador) ou comparecer a uma lan-house ou cyber café para elaborar sua declaração de IR. Em último caso, poderá ainda passar as informações por telefone para um profissional ou para alguém que tenha computador com internet, para que essa pessoa ou profissional possa elaborar e transmitir sua declaração”, recomendou Mota.

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