Após o pedido de informações enviado pelo presidente do STF, Ricardo Lewandowski, para que o juiz Sérgio Moro esclareça a divulgação de gravações de Lula, Moro afirmou que “não é consistente” o pedido da defesa do ex-presidente da República. Moro autorizou de maneira ilegal anular interceptações telefônicas feitas no âmbito da operação Lava Jato, inclusive com a presidente afastada, Dilma Rousseff, na época em exercício, que tem foro privilegiado e só pode ser investigada com aval do Supremo.

De acordo com a reportagem da Folha de S. Paulo, no parecer apresentado, Moro afirmou que as investigações e as gravações voltaram para a Justiça do Paraná após análise do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF. Os advogados de Lula pedem que o STF anule a validade, como prova, das interceptações.

“Em nenhum momento, há qualquer autorização deste juízo, ao contrário do que parece sugerir o reclamante [Lula], para investigação de autoridades com foro por prerrogativa de função”, escreveu o juiz sobre o áudio que envolve a presidente da Republica Dilma Rousseff.

De acordo com a apuração realizada pelo Pragmatismo Político, na época, a interceptação telefônica, feita pela Polícia Federal, que gravou a conversa entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi realizada duas horas após o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, ter determinado a suspensão das interceptações telefônicas sobre Lula.

A conversa entre Lula e Dilma foi gravada pela Polícia Federal às 13h32 do dia 16 de março. Ou seja, duas horas depois de Moro ter determinado o fim das interceptações contra Lula. Ainda assim, Moro decidiu divulgá-las à imprensa nesta tarde, fomentando um ambiente de protestos em várias capitais. Segundo a defesa de Lula, Moro tentou criar um clima de convulsão social no Brasil.

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