Diante da polêmica envolvendo a Reforma da Previdência nas Forças Armadas, a Folha de S.Paulo fez um levantamento e constatou que os militares brasileiros tem um sistema de aposentadoria mais generoso do que o oferecido nos Estados Unidos, Reino Unido e Portugal.

Atualmente, no Brasil, as regras permitem que os militares homens se aposentem com salário integral após 30 anos de serviços prestados. Para as mulheres, bastam 25 anos.

Nos EUA, por exemplo, com o mesmo tempo de serviço, os militares recebem apenas 60% do salário, já o Reino Unido paga 43%, e Portugal 83%, sem diferenciação de gênero.

O Ministério da Defesa contesta que comparações internacionais não são justas, já que nos EUA os militares recebem outros benefícios, como educação de qualidade (ensino superior) ou desconto nos impostos.

Outra justificativa é o risco ao perigo. Militares americanos e britânicos estão mais expostos, por que seus países se envolvem em guerras com frequência. No Brasil, os militares só têm se envolvido em conflitos quando participam de missões de paz da ONU

As especificidades da carreira militar -risco de morte, ausência de hora extra e direito à greve- levam a maioria dos países a adotar regras diferentes para aposentadoria.

No entanto, o especialista em previdência no Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Paulo Hufner, discorda.

“No Brasil, em qualquer área, a previdência é mais generosa do que em outros países. Os militares não são exceção. À medida que a população envelheceu, tornou-se um problema”.

Em 2015, o pagamento de pensões e aposentadorias a militares e seus dependentes foi responsável por 45% do deficit na previdência dos servidores públicos federais.

Fonte: Notícias Ao Minuto

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