Dora Paes Paula
Foto: Rodrigo Silveira

Há 20 dias o Banco Mercantil do Brasil encerrou suas atividades na praça de Campos, com o fechamento da agência na rua Theotônio Ferreira de Araujo. O Banco Itaú, mantendo a política de enxugamento da máquina, também está anunciado, através de um cartaz afixado na porta, o fechamento de uma de suas agências no Boulevard Francisco de Paula Carneiro, no Centro. Na cidade, só o Itaú soma 11 agências, das 36 agências bancárias existentes. A coluna Painel Político, na Folha da Manhã, informou ontem sobre a situação em Campos.

Segundo a diretora da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Fetraf) do Estado do Rio e Espírito Santo, que atua no Sindicato dos Bancários de Campos, Iricini Soares da Veiga, no Mercantil atuavam nove funcionários ativos e dois licenciados e o sindicato está ajudando na situação desses trabalhadores. “No caso do Itaú, estão desativando a unidade, o acervo da agência vai para Muriaé e não se fala em demissões. No caso dos correntistas esses devem ser chamados pela agência. Os funcionários estão sendo redistribuídos”, disse.

— Não há crise para o sistema bancário, mas ele tem que se moldar ao mercado financeiro, por isso, os bancos têm anunciado fechamentos, alegando o momento econômico. Para o Sindicato da categoria o encolhimento na rede bancária é triste, pela redução dos postos de trabalho — disse Iricini Soares.

O Bradesco, por exemplo, já anunciou que pretende fechar no território nacional 60 agências. Recentemente, a Caixa Econômica também anunciou que pretende fechar 12 agências pelo Brasil — só em Campos a Caixa tem sete agências.

— No último dia 25, Dia Nacional de Luta, nós do Sindicato realizamos uma manifestação em frente ao Banco Bradesco, o Banco que mais tem demitido nacionalmente, mas que ao mesmo tempo fechou o primeiro trimestre com um volume na ordem de R$ 4 bilhões, mesmo nesse período de crise — finaliza Iricini.

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