Suzy Monteiro e Marcus Pinheiro
Foto: Rodrigo Silveira

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e a Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) realizam operação, na manhã desta quinta-feira (9), para cumprir mandados de prisão contra 14 pessoas condenadas pela juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza no caso de exploração sexual de crianças e adolescentes no processo conhecido como “Meninas de Guarus”.

Segundo o MP, 12 mandados já foram cumpridos. Gustavo Peçanha e Dovany Salvador estão foragidos até o momento.

Veja no blog Curva do Rio da jornalista Suzy Monteiro as penas e crimes das condenações.

Defesa — Advogado de Renato Duarte e Marcus Alexandre, João Paulo Granja de Abreu, destacou que o caso ocorreu em 2007 e que irá seguir a posição atual do STJ, segundo o qual quem responde em liberdade, recorre em liberdade. Ele disse, ainda, que entrará com pedido de liberdade e ressaltou que seus clientes negam qualquer participação no caso.

Folha divulgou caso com exclusividade

O caso das “Meninas de Guarus” ganhou repercussão em junho de 2009, quando a Polícia Civil descobriu um ponto de exploração sexual e prendeu em flagrante o proprietário do imóvel, além de ter libertado cinco mulheres, sendo três maiores e duas menores de 16 e 17 anos. A Folha da Manhãpublicou com exclusividade a história de prisão e cárcere privado de menores em um hotel e pousada, no Parque Santa Rosa.

De acordo com o apurado no dia, as menores eram obrigadas a realizar programas por R$ 20 todas as noites. Na ocasião, Leilson, que também atendia pelo nome de Alex, foi preso. No carro dele havia pertences das meninas.

Em maio de 2013, a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) realizou uma audiência pública na Câmara de Campos sobre o caso.

Audiência do caso

A audiência de instrução e julgamento do caso aconteceu em 17 e 18 de agosto de 2015, a partir das 10h, no Fórum Maria Tereza Gusmão, em Campos. A juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza, do Rio de Janeiro, chegou a Campos em um helicóptero blindado da Polícia Civil para presidir a audiência. Desde o início do processo, 17 magistrados se declararam suspeitos para julgar a ação, oriunda de uma investigação de exploração sexual de crianças e adolescentes que seriam mantidas em cárcere privado no ano de 2009. São 20 acusados no caso.

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