O marido da analista judiciária Patrícia Manhães, assassinada no dia 13 de abril dentro do próprio carro, em Guarus, foi preso preventivamente no início da manhã desta quarta-feira (25), em seu apartamento, na Pelinca. O mandado de prisão contra o guarda municipal Uenderson Mattos, expedido na noite dessa terça-feira (24), foi cumprido pelo titular da 146ª Delegacia de Polícia, Luis Maurício Armond, e pelo promotor público Marcelo Lessa, além de outros agentes da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual. Uenderson está sendo investigado por homicídio triplamente qualificado e obstrução às inventigações.

O delegado do caso informou que durantes as investigações várias provas foram recolhidas. “Nós pegamos diversas contradições no depoimento das testemunhas envolvidas. Descobrimos que Uenderson tem uma amante de mais de um ano. Ela também está sendo conduzida para cá”, relatou. Frisou também que “não há nenhum pré-julgamento, há uma investigação em curso baseada em todas essas provas contraditórias”.

E ainda: “Ele mantinha contato com outro guarda municipal que trabalhava no local do crime. Ele entrou em contato três minutos antes do fato, o que nós acreditamos que tenha sido o start da ação”. “Trata-se de outro guarda municipal, que tem envolvimento em outros crimes e, inclusive, seria um comandante da milícia no bairro São Mateus”, relatou.

Esse guarda encontra-se preso, desde a semana passada, por envolvimento em outro homicídio. A polícia civil quer saber também por que ele continuava em exercício, mesmo depois de responder a mais de nove delitos. Inclusive, na data do crime, utilizava uma tornozeleira eletrônica, cujos dados serão utilizados na investigação.

O comandante da guarda municipal, Marcos Soares, esteve presente na delegacia e cancelou a coletiva na tarde de hoje para comentar os fatos, e disse que vai esperar as investigações.

O suspeito de ter efetuado os disparos contra Patrícia chegou por volta das 8h30 à 146ª DP. Ele não tem mandado de prisão expedido contra si.

Outro ponto destacado foi que “um minuto antes da morte, a mulher dele ligou pra ele, que não atendeu”.

Marcelo Lessa, coordenador regional do Ministério Público, acompanhou a ação na casa do acusado e designou uma equipe de psicólogo e assistente social para dar assistência aos filhos de Patrícia e Uenderson. “Nós levamos uma equipe técnica para que não houvesse nenhuma sequela para as crianças”.

O promotor do caso, Fabiano Rangel Moreira, ressaltou que a operação de hoje é resultado de 40 dias de investigação. “O trabalho é muito complicado, de inteligência, de busca de dados de redes sociais e telefonia”, salienta.

Segundo o delegado, estão sendo cumpridos seis mandados de prisão preventiva e busca e apreensão, como diligência na casa do primo, para o qual não há mandado de prisão. O advogado do investigado também foi preso sob a acusação de coagir testemunhas. As ações acontecem nos bairros do Centro, Pelinca, Parque Rodoviário, Parque Imperial, Parque São Mateus e Parque Lebret.

O carro de Uenderson, que estava na garagem do prédio, foi revistado na manhã desta quarta. O veículo já havia passado por revista no dia 20 de abril, quando diligências policiais foram realizadas também no apartamento do casal, na Pelinca, e em outro imóvel de Uenderson, no Recanto das Palmeiras.

Objetos apreendidos – Na ação desta quarta, a polícia civil apreendeu na casa do acusado muitos celulares, notebook e rádio comunicados, além de um cofre com R$ 6 mil, jóias, cartões de banco, documentos pessoais de Patrícia e dos carros da família. Durante a busca e apreensão na casa do advogado de Uenderson, foi encontrada uma arma, que também foi encaminhada à policia.

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25/05/2016 07:17 – Última atualização: 25/05/2016 13:00

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