Marcus Pinheiro e Raquel Nunes
Foto: Marcus Pinheiro

Chega ao seu segundo dia a ocupação de professores, alunos e representantes do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ) na sede da Coordenadoria Regional de Educação do Estado em Campos. Depois de uma negociação frustrada com a Polícia Militar para a desocupação do prédio, na noite dessa segunda feira (23), os manifestantes realizam uma reunião para decidir as próximas ações. Eles continuam sem energia e alimentação, e a PM não autoriza a entrada da imprensa e dos novos manifestantes no local.

Alunos de licenciatura de Universidades Públicas estão apoiando o ato e montaram barracas na rua 1º de maio no Centro, que permanece interditada. De acordo com o coordenador do diretório de estudantes da Universidade Estadual do Norte Fluminense, o número de pessoas chega a 50.

De acordo com Odisséia Carvalho, ex-vereadora e membro do Sepe-RJ, 12 representantes do sindicato estão no interior da regional. O efetivo da PM no local conta com cinco viaturas e um micro-ônibus.

Uma das ocupantes, Tania Petronilha, enviou um mensagem pelo facebook da Folha da Manhã, na noite do primeiro dia de ocupação, manifestando preocupação com as ações da PM.

— Acreditamos na educação no Brasil e lutamos pela democracia. Ouvimos que uma tropa de choque sairá de Itaperuna para nos retirar a força daqui, só Deus sabe como, pois é coisa que nunca vivi. Estou aqui agora, sem luz, dormindo em cadeiras que juntei, com um enorme frio na barriga, mas com a certeza que olharei para meus alunos de cabeça erguida —, relatou.

A PM negou que exista alguma programação de vinda de reforço para desocupação.

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