Marcus Pinheiro
Foto: Tércio Teixeira

Episódios de descaso na Saúde Pública em Campos voltam a ser apontados por usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), e cenário funcional do Hospital Geral de Guarus (HGG) é comparado a uma “casa onde se pratica atos de irresponsabilidade extrema e covardia contra os pacientes”. Dentre as falhas denunciadas através do Whatsapp da Folha Online (22 99208-7368), estão a falta de organização no cronograma de alimentação dos pacientes, falta de vagas em enfermarias, ausência de macas, superlotação nos corredores, atrasos nas transferências para unidades hospitalares, além da falta de itens básicos como papéis toalha e higiênico. Enquanto isso, outros casos ainda aguardam desfechos.

De acordo com o sobrinho de um paciente de 68 anos internado no HGG desde o último domingo (22), diagnosticado com Acidente Vascular Cerebral (AVC), o tio passou as primeiras 24 horas no hospital sobre uma cadeira em um dos corredores, devido à falta de macas. Segundo ele, a maca, que foi instalada também no corredor, somente foi cedida, após insistência de familiares. O sobrinho ainda contou que durante toda segunda (23), os pacientes internados nos corredores teriam ficado sem as primeiras refeições do dia. “Eles só receberam comida às 16h. E não foi por falta de alimento, foi por falta de organização, pois segundo os funcionários as quentinhas estavam prontas, mas não foram entregues porque não houve liberação do cronograma que deveria passar pelo crivo do médico responsável e pelo diretor do setor”, disse.

No último dia 20, o blog do jornalista Alexandre Bastos, hospedado na Folha Online, abordou o drama de um senhor de 78 anos que, desde 1º de maio, aguarda por um cateterismo na Unidade de Pacientes Graves do HGG. Segundo familiares, em virtude da demora na transferência do paciente para um hospital com especialistas no procedimento, o idoso desenvolveu pneumonia e insuficiência renal.

Uma familiar afirmou ainda que o prazo de transferência de pacientes cardiopatas para unidades especializadas deveria variar entre 6 e 7 dias. No entanto, o idoso completou ontem 23 dias sem que nenhuma medida fosse tomada. Para tentar solucionar o caso, a filha do acamado procurou o Ministério Público Estadual.

Em nota, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) informou que a transferência de pacientes para leitos de hospitais contratualizados acontece de acordo com laudo médico e regulação pela Central de Regulação da secretaria de Saúde. E que, eventualmente, a demanda de atendimento na Emergência supera a capacidade da unidade, mas há o compromisso de atendimento.

Em relação à alimentação, a FMS afirmou que ela é oferecida de acordo com prescrição médica. E reiterou que não há falta de itens alimentares e, também, não há restrição na oferta de alimentação.

24/05/2016 11:00

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