Próximos da grande disputa eleitoral de 2014, os principais pré-candidatos ao Governo do Estado, o vice-governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), o senador Lindbergh Farias (PT) e o deputado federal Anthony Matheus (PR), começam jogar pesado.
Com articulações mais agressivas nos bastidores, o clima esquenta entre eles. Ainda presos num cabo de guerra, o PT de Lindbergh e PMDB de Pezão, seguem medindo forças em sua guerrinha interna, repleta de chantagens e promessas de desarticulações, enquanto o deputado Anthony permanece estagnado nas pesquisas, refém da rejeição conquistada ao longo dos anos.

Há no Partido dos Trabalhadores uma pequena corrente que ainda acredita na manutenção da aliança e no apoio a Pezão e, mesmo sendo minoria, essa corrente parece ter a benção da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lu-la, líderes nacionais do partido, que prometeram não meter o nariz na cidade maravilhosa, dominada pelos peemedebistas Sergio Cabral e Eduardo Paes.

Para a presidente, o Rio de Janeiro é de uma importância eleitoral indispensável, mas Dilma já lavou as mãos quanto à candidatura de Lindbergh e segue com três palanques no Rio. Quem também cogitou a possibilidade de aliança entre os partidos foi o presidente do diretório nacional do PT, Rui Falcão.

– Acho que o quadro mais provável, inclusive por conta do Garotinho, é nós termos duas candidaturas. (…) Se for possível haver convergência para a unificação é uma possibilidade – afirmou o líder petista.

Já Lindbergh disse que o PMDB vem chantageando Dilma. “O que eles estão dizendo? Ameaçam não apoiar a Dilma se o PT lançar seu candidato. A gente não aceita isso. As pessoas têm que ter direito de escolha. Não cederemos a chantagens” afirmou o senador, que já começa a martelar o governo Cabral. “Tem o Rio de Janeiro do cartão postal e o Rio de Janeiro da vida real. Trata-se de um governo extremamente elitista. Não falta na Zona Sul e na Barra. Mas falta na Baixada Fluminense, em tudo que é lugar. O governo investe muito pouco em saneamento”.

O PMDB, por outro lado, já acionou sua arma surpresa, que de surpreendente pouco tinha, mas com um possível sucesso eleitoral enorme. Trata-se da adição do secretário de Segurança Pública José Mariano Beltrame a chapa, como vice-governador. A eficácia das UPPs e sua aprovação perante a sociedade devem elevar o nome de Pezão a um patamar diferenciado.

 

Fonte : Folha da Manhã

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