O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Observatório das Metrópoles lança mais uma edição do Índice de Bem-Estar Urbano (Ibeu) – uma conta de chegada que considera o Índice de Desenvolvimento Humano e a renda per capita em cada um dos 5.565 municípios brasileiros.

O índice avalia a dimensão urbana do bem-estar usufruído pelos cidadãos brasileiros, considerando  indicadores de mobilidade urbana; condições ambientais urbanas; condições habitacionais; atendimento de serviços coletivos; e infraestrutura urbana.

No Rio de Janeiro, por exemplo, dos 338 bairros existentes na metrópole, 240 apresentaram condições de mobilidade ruim ou muito ruim – o que representa 71% das áreas. Isso mostra que muitos moradores gastam demasiado tempo no deslocamento casa-trabalho, gerando fortes impactos na sua condição de bem-estar.

O estudo ranqueia todas as cidades brasileiras. Itaperuna é o município da região com melhor índice de bem-estar urbano: está no 881º no país. Quissamã ocupa a 987ª posição. Cardoso Moreira vem em seguida: 1.875º lugar. Macaé vem em 2.306º enquanto Campos é o 2.371º colocado.

Entre as capitais, Vitória lidera a lista, seguida de Goiânia, Curitiba, Belo Horizonte e Porto Alegre. O Rio de Janeiro vem em oitavo e São Paulo em 12º lugar.

Como todo ranking tem um pole position, existe também o lanterninha. Emancipado em 1994, o município de Presidente Sarney, no Maranhão, amarga a pior posição no Índice de Bem-Estar Urbano. A cidade de pouco mais de 17 mil habitantes, a maioria na área rural, contabiliza números ruins em vários indicadores. Todas as crianças têm vermes. O município não tem água encanada nem saneamento básico.

O estudo tem o objetivo de oferecer a governos, universidades e à sociedade um instrumento para avaliação e formulação de políticas urbanas para o país.

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