nternos do Centro de Socioeducação Professora Marlene Henrique Alves (Cense), complexo de acolhimento do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), em Campos, atearam fogo em colchões por volta das 20h30 desse sábado, em sinal de manifesto pela superlotação do abrigo. Os jovens pedem a transferência  de um grupo de internos para a unidade situada no Rio de Janeiro.

De acordo com informações de uma fonte, que optou por não ser identificada, o incêndio teria sido iniciado na Ala B do módulo 3 da unidade. Segundo ela, os infratores teriam quebrado a luminária e provocado um curto-circuito com os fios da lâmpada de uma das celas, que teria capacidade de internação para três jovens, mas, que no momento da manifestação, abrigava cerca de 10 adolescentes.

Em nota, o Degase confirmou o ocorrido e informou que “a direção da unidade, juntamente com os agentes socioeducativos, conseguiram controlar rapidamente a situação isolada. Não houve feridos. Ressaltamos que foi realizado o registro de ocorrência na delegacia local para a devida apuração do caso. Informamos, ainda, que a situação na unidade está normalizada”, concluiu.

Em julho, o Degase, que é um órgão do Poder Executivo do Estado do Rio de Janeiro, vinculado a Secretaria de Estado de Educação, reconheceu em nota a superlotação do Cense e considerou que a unidade estaria funcionando com o triplo de sua capacidade. Na ocasião, a unidade atendia 226 adolescentes, no entanto, a lotação máxima ideal seria para 80 jovens.

Após serem identificados, os autores do incêndio foram encaminhados para a 134ª Delegacia de Polícia (DP), do Centro, onde o caso foi registrado.

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