As divergências entre os resultados de pesquisas eleitorais e das eleições colocaram vários institutos sob suspeita nas últimas eleições no país. Erros ocorreram, por exemplo, nas disputas pela Presidência da República e pelo governo dos Estados da Bahia, do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e de São Paulo. Ultimamente, nem as pesquisas de boca de urna refletem a realidade. Assim, fica ainda mais difícil confiar nas pesquisas de intenção de voto, feitas antes das eleições.

Fora o prejuízo à imagem de respeitados institutos de pesquisa, os erros revelam um cenário preocupante. Pesquisas eleitorais servem de ferramenta de decisão para eleitores, partidos e candidatos. É comum que o cidadão use os números para tomar decisões cruciais – escolher entre voto útil e voto de princípios, ou escolher, entre dois candidatos, qual considera com maior chance de bater um terceiro.

Diante de pesquisas que chegaram a resultados muito diferentes dos apurados depois, alguns institutos alegam mudanças rápidas de opinião da população. A justificativa chegou a ser motivo de brincadeiras nas redes sociais nas últimas eleições: “Hoje é segunda-feira, dia 6 de outubro. Considerando a margem de erro do Ibope, feliz Natal!”

Em razão disso, há correntes no meio jurídico que defendem uma investigação dos institutos de pesquisas por parte  do Ministério Público Eleitoral para apurar fraudes e até  infrações criminais.

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