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Moradores dizem que não se sentem seguros nem dentro de suas casas

A equipe da Folha retornou ao Parque Alphaville e constatou que os problemas apontados pelos moradores na última visita ao local, há mais de dois meses, ainda não foram solucionados. Segundo a população, o policiamento continua precário, faltando ainda uma área de lazer, posto de saúde e escola. Os terrenos baldios e as ruas também estão sujos, de acordo com a população.

Para se sentirem mais seguros, os moradores contam que têm recorrido a cercas elétricas, contratação de seguranças, câmeras de monitoramento, mas, mesmo assim, estariam acontecendo assaltos na área. O comerciante Paulo Roberto Andrade, 45 anos, disse ter presenciado uma tentativa de assalto a uma padaria.

O bandido só fugiu porque eu o assustei. Os assaltos têm ocorrido a qualquer hora do dia. Os ladrões não têm medo de nada, nós é que trabalhamos com medo. Acho que deveria ter uma ronda policial no bairro até a redução dos índices – disse o comerciante.

A doméstica Dayse Pereira Santos, 46 anos, afirmou que os moradores não se sentem seguros nem mesmo dentro de casa e que o número de pessoas que querem se mudar do bairro aumentou muito nos últimos meses.

– Até nos pontos de ônibus têm ocorrido assaltos. A melhoria que tivemos aqui foi referente à iluminação, que era precária, mas atualmente a Campos Luz tem feito a troca de lâmpadas constantemente – afirmou ela.

De acordo com o chefe da seção de operações de planejamento do 8º Batalhão de Policia Militar (8º BPM), major Moura, o patrulhento está sendo feito no bairro.

– É importante que as pessoas que se sentirem ameaçadas deve ligar para o Disque-Denúncia (2723-1177) e comunicar o ocorrido. O cidadão não precisa se identificar e ainda recebe uma senha, onde pode checar o andamento da denúncia. O anonimato é mantido – explicou o Major.

 

População ainda aguarda UBS e escola

 

Moradores também reclamaram da falta de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), escola e área de lazer para as crianças, que acaba indo brincar nos terrenos baldios. “Nosso bairro é carente em muitos serviços. Para conseguir atendimento médico, por exemplo, temos que nos deslocar até outros bairros”, disse o instrutor de Auto Escola, Marcelo Frazão, 63 anos.

Já a doméstica Carla Alvarenga, 38 anos, reivindica uma área de lazer. “Sabemos dos perigos que rodam o bairro e ficamos com medo de deixar as crianças brincando nas ruas”, disse.

Na última visita da Folha ao bairro, a secretaria municipal de Obras e Urbanismo informou que iria enviar uma equipe ao local para verificar a possibilidade de se construir uma área de lazer. Agora, segundo a própria secretária, está sendo feito um estudo para a construção da referida praça. Quanto à creche, escola e posto de saúde, a assessoria de comunicação da Prefeitura informou que os moradores devem procurar pelos serviços no bairro Turfe Clube, que é bem próximo ao Alphaville.

Fonte: Folha da Manhã

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