Se no Japão as notícias são de honestidade, na Índia o assunto é corrupção.

Em Nova Délhi, Índia a indignação popular com a corrupção endêmica na Índia levou às ruas dezenas de milhares de pessoas na capital, que pela primeira vez em décadas gritam: “Basta!” contra a corrupção e contra o primeiro-ministro Manmohan Singh.

Depois de muita pressão, o governo indiano chegou a um acordo com líder da campanha anticorrupção, Anna Hazare, preso há dois dias. Ele vai ser libertado nas próximas horas e poderá fazer uma greve de fome em um lugar público durante 15 dias. A prefeitura de Nova Deli já começou a preparar o local da manifestação, que deverá atrair milhares de pessoas.

Hazare protesta contra uma lei anticorrupção debatida no Congresso que livra o primeiro-ministro, juízes e parlamentares de investigações. O protesto recebeu a adesão de grande parte dos indianos, cansados dos casos de desvio de dinheiro público.

Sandhya Yadav, dona de casa de 54 anos, compareceu com as duas filhas. Uma das jovens não conseguiu vaga na universidade apesar das ótimas notas nos exames de admissão, pois se recusara a pagar suborno. “Não podemos permanecer de braços cruzados sem falar nada”, disse.

Muitos manifestantes confessaram que a corrupção provoca vergonha e raiva, já que são obrigados a integrar um sistema contra o qual não têm meios para resistir.”Estamos tão corruptos. Não hesitamos em pagar propinas e as pessoas não hesitam nem por um segundo em aceitá-las. Deveriam ter vergonha”, afirmou Anita Trehan.

Estudante de Medicina, Anjali Yadav reconhece que entregou dinheiro de maneira discreta a um funcionário para obter a certidão de óbito da mãe.”Fiquei com muita vergonha de mim. Mas agora vou lutar contra a corrupção”, afirma a mulher.

Entre 60.000 e 70.000 pessoas, segundo os organizadores, atenderam a uma convocação do ativista radical Anna Hazare, que pretende recorrer a uma greve de fome para pressionar o governo.

Este militante de 74 anos, admirador de Gandhi – com quem compartilha uma certa semelhança física -, exige mais rigor de um projeto de lei que isenta o primeiro-ministro e os magistrados de altos tribunais de possíveis julgamentos por corrupção. O texto está sendo debatido no Parlamento.

Hazare foi detido na terça-feira e depois foi liberado pelas autoridades, medida que ele rejeitou enquanto o governo não reconhecer seu direito de iniciar uma greve de fome.

A população respalda o repúdio do ativista aos escândalos reiterados do governo de Manmohan Singh e denuncia a cultura endêmica de corrupção que envenena a vida cotidiana.

RNa Índia, independentemente da classe social, não é possível obter uma linha telefônica, uma autorização comercial ou a matrícula em uma escola sem subornar alguém.

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