Essa é a saúde que nos temos nos hospitais, com atendimentos paralisados  e uma saúde capenga, , isto acontece em uma cidade com receita bilionária, o que falta além de vergonha na cara  é competência profissional.

Parte do corpo médico, que integra a Comissão de Profissionais Médicos do Hospital Escola Álvaro Alvim (HEAA), continuou com as atividades paralisadas, nessa terça-feira (24), por falta de pagamento dos honorários desde janeiro deste ano. Além disso, na manhã de terça, a assessoria de Comunicação da Fundação Benedito Pereira Nunes confirmou, por meio de nota, que a instituição aceitou o pedido de desligamento feito pelo médico Jair Araújo Junior, diretor geral do HEAA, no último dia 16. Devido à paralisação, alguns serviços estão prejudicados, como as cirurgias cardiovasculares, neurocirurgias, cirurgias oncológicas, hemodinâmica, os atendimentos do Centro de Infertilidade, serviços de ultrassonografia e mamografia, cirurgia urológica, cirurgia bucomaxilofacial e serviços de tomografia.

— Estarei no cargo de diretor do Álvaro Alvim até o dia 30 de setembro. Em 20 anos de serviços prestados como diretor da Faculdade de Medicina de Campos, presidente da Fundação Benedito Pereira Nunes e superintendente do Hospital Escola Álvaro Alvim, sucessivamente, tenho certeza de que já fiz a minha parte. Agora, cabe à fundação escolher um novo diretor para a unidade, a fim de assumir as funções no próximo dia 1º — relatou o diretor do HEAA, Jair Araújo.

De acordo com a direção do hospital, em 10 anos, os procedimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) se tornaram 90% do total realizado pela unidade, enquanto o recurso proveniente da verba federal e municipal, repassados pela secretaria municipal de Saúde, subiu apenas 5,1%. Em 2007, o hospital realizou 163.763 procedimentos e recebeu R$ 4,8 milhõesem verbas. Jáem 2012, foram 312.140 procedimentos para cerca de R$ 5,7 milhões.

Entre 2012 e 2013, cerca de R$ 1,3 milhão, em serviços prestados, não teriam sido pagos pela secretaria de Saúde ao HEAA. No mês de julho, a unidade recebeu cerca de R$ 1,7 milhão, sendo R$ 1,2 milhão de recursos federais e R$ 550 mil de recursos municipais. Porém, o hospital gasta ao mês cerca R$ 3,7 milhões. “A paralisação é por tempo indeterminado, até que tenhamos a certeza de ter os valores normalizados”, disse o médico Herbert Rosa, membro da Comissão de Profissionais Médicos.

 

Posição do secretário

Em nota, a assessoria de Comunicação da prefeitura informou que o vice-prefeito e secretário de Saúde, Doutor Chicão, afirma que a prefeitura paga, em dia, aos quatro grandes hospitais contratualizados e as demais unidades conveniadas. “A prefeitura de Campos repassou, na última semana, R$1.763.330,01 ao HEAA, referente ao último mês de produção, sendo R$ 1.222.490,54 provenientes de verba federal e R$ 540.839,47 de recursos municipais. Este ano, foram depositados na conta da unidade R$ 14.962.614,62, sendo R$ 9.723.522, 99 de verba federal e R$ 5.239.091,63 de verba municipal”, disse a nota.

 

Dulcides Netto

Valmir Oliveira

Folha da Manhã

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